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#1 Não Existe Zona Neutra

29-4-2023

  • Kendra
  • 29 de abr. de 2023
  • 5 min de leitura

Mês 02 no tempo do Eterno; mês 04, dia 29 de 2023.

Em sonhos eu via jovens que viviam em uma zona, segundo eles, neutra, em um mundo que os apoiava em suas decisões. Eu via como se fosse um gigantesco zero com uma linha no meio onde dizia: zona neutra. E na parte de cima desse círculo havia um que brilhava, e na parte de baixo desse círculo, passando a linha neutra, havia um zero. Eu observava isso, e eu vi uma mulher ali que observava os jovens; notei que esta mulher estava vestida como cristã, mas da sua boca só saiam enganos sutis de perdição para os jovens; eles se maravilhavam de como ela os conhecia, e os conhecia tão bem que dava no ponto certeiro de seus gostos e desejos. Comtemplei então os jovens, e reconheci ali alguns. Queria ir até eles, mas não me foi possível. Até que aquela mulher enfeitiçante com aparência de cristã terminou sua dissertação e se foi.

Logo me aproximei deles, os saudei e logo comecei a falar-lhes sobre o plano simples, mas maravilhoso do Eterno para Seus filhos. Eles me escutavam, mas estavam como que decepcionados; eles não queriam perder a salvação, mas tampouco queriam perder os prazeres efêmeros e passageiros do mundo. Vi que eram jovens de famílias crentes e que a única coisa que os detinha de ir em cheio para o mundo era a crença de saber que profeticamente o tempo era cumprido diante deles, e deviam decidir se seguiam em seus prazeres ou se abster e deter esse vício mortal. Estavam em um círculo mental terrível, e seus rostos o mostravam com grande nitidez. Por muitos anos, ainda que conhecessem a verdade, haviam vivido em duas águas e agora decidir estar só de um lado era extremamente difícil.

Expliquei-lhes que no caminho de Deus, no caminho do Céu, não há uma zona neutra. Esta zona, elogiada por muitos e aclamada pelos mais eloquentes como sendo uma zona de equilíbrio. Diante de Deus é uma zona de total perdição. Foi-me deixado saber que o Eterno não aceita mentes divididas. A dualidade de pensamento mata o espírito lentamente até que é possuído totalmente pelo inimigo das almas permanentemente. Eles me escutavam, concordavam, mas não estavam felizes por não poder fazer o que antes faziam, nem sabiam como agir de outra maneira.

Logo chegou uma jovem. Ela estava feliz, estava muito contente de estar ali. Ela trazia uma carteira ou bolsa de tecido com um tapetinho para orar ou sentar-se, e um belo livro, e se dirigiu aos jovens e lhes disse: “Eu os entendo. Eu vivia em uma só casa, e estava ali nesta casa todo o tempo fazendo somente uma atividade. Era uma escravidão diária em um só proceder. Eu lutei até que sai dali em Cristo Jesus. Agora sou livre para admirar, ver e desfrutar da natureza. Cada coisa que vejo quando estou no bosque me faz refletir nEle, em Cristo Jesus, e creio cada dia mais nEle. Medito nisso e sigo explorando tudo aquilo que me rodeia na natureza, que antes era um mistério para mim por ser uma escrava de uma só atividade diária. Agora ter um livro em minhas mãos, um livro que me conecta com o Céu, com o Deus verdadeiro, me faz tão feliz, que me sento sob a sombra das árvores e ali minha mente voa até uma pátria melhor. Canto, elevo de joelhos minhas orações ao Criador, e assim minha constante busca por Ele me leva a ser feliz. Meu espírito está leve, livre de preocupações e descontentamentos. Cada tarefa do dia já não faço para agradar aos homens, mas sim para agradar a Deus, o Criador e sustentador de todo o Universo. Deixem que Ele tome realmente o controle de suas vidas e então serão realmente felizes. O que os demais dirão não importa, porque morremos ao ‘eu’, morremos para nós mesmos e para os nossos desejos, e agora Ele vive em nossos desejos, em nossas vidas, levando-nos por caminhos de paz e segurança, mesmo em meio da mais árdua tempestade.” A jovem terminou de falar, a vi ir feliz para debaixo de uma árvore para ler o Livro dos livros. Os jovens a olhavam de longe, e seus rostos demonstravam assombro. Fiz-lhes o convite para me seguir, pois tinha que partir, e somente quatro de todos eles aceitaram ir comigo.

A cena mudou, e me vi em uma casa de vários quartos e todos habitáveis. Foi-me dito: “Saia daí rapidamente.” Logo avisei os que estavam comigo de que devíamos partir daquele lugar, mas discretamente. Assim começamos a fazer. Lá fora, uma vã pequena esperava por nós e somente o motorista estava nela. Embarcamos entre muitos sacos de alimentos que ali estavam e outras provisões, e a meta era sair trabalhando intensamente daquela cidade sem dar sinal de fuga. Assim, o motorista tinha só um pouco do vidro dianteiro aberto para que os oficiais, que estavam por ali rodeando toda aquela cidade, não notassem o que íamos fazer, que era sair daquele lugar, e para que não notassem os que iam sair, e a carga preparatória que era levada. Ele manejava o volante e me pediu que eu acelerasse ou freasse quando fosse necessário. Assim o fiz, mas notei que sem ver era impossível fazê-lo, pois eu estava agachada; assim que acomodei melhor os sacos e por uma fresta vi o exterior, e assim freava pacificamente e avançava a passo seguro.

Notei que os demais dirigiam como se fossem robôs, todos iguais, controlados por algo, e fiz todo o possível para que passássemos sem ser percebidos diante deles. Assim, conseguimos passar, atravessar aquela grande e controlada cidade e começar o acesso à montanha. Ali, muito adentro, uns irmãos nos esperavam e nos ajudaram com os sacos. Foi nos indicado que devíamos nos desfazer da vã, pois era já a última vez que íamos pisar em uma cidade e já com essas provisões tínhamos que ser sábios e aguentar até o final. Assim foi feito, e entramos para guardar tudo e ali, em oração e rogo permanecemos nas simples tarefas da vida no campo, buscando ao Eterno momento após momento, enquanto ao longe, as cidades se enchiam cada vez mais de vícios e criminalidade.

Aí já não vi mais, amados irmãos, mas certamente o Senhor está preparando um povo. Um povo que em breve, muito em breve, não vai ter como ir às cidades fazer nada. Por isso, é que Ele nos chama cada vez mais, nos dá tudo aquilo que nós necessitamos, nos orienta, nos instrui, nos ensina, para que possamos avançar nEle. Como permanecemos afastados da natureza por tanto tempo, se tornou muito difícil a nós nos incorporarmos novamente a ela, mas quanto mais nos incorporamos pela graça e vontade de Cristo Jesus, e fazendo a nossa parte, cada vez mais nos damos conta de que é uma grande bênção. Aprendemos tanto, é uma escola maravilhosa, uma escola gratuita, mas que nos faz felizes, que faz com que estejamos mais perto do nosso Criador, Redentor e Sustentador. Aquele que morreu por cada um de nós. Aquele que quer estar perto de Seus filhos neste tempo de preparação, e em todos os tempos difíceis que se aproximam de nós, até estar com Ele na pátria celestial.

Queremos que isto seja assim em nossas vidas? Preparemo-nos para isso. Preparemo-nos de tal maneira, que deixemos já, pouco a pouco, de pensar que podemos resolver em alguma cidade, porque muito em breve isso não vai ser possível. Eu oro para que isso seja assim na vida de cada um dos filhos fiéis de Cristo Jesus na larga face da terra. Que o Senhor nos abençoe!

 

 
 
 

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