- Kendra
- 18 de set de 2023
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Mês 07, no Tempo do Eterno; Mês 09, dia 18 de 2023.
Em sonhos, eu via como muitas pessoas estavam dormindo em barracas. A tristeza era notável em seus rostos e muitos choravam de grande dor.
Conheci ali uma mulher; eu me aproximei dela e lhe ofereci ajuda. Esta, me fez rapidamente uma lista das condições para que ela aceitasse minha ajuda; me deu a lista e eu a olhei; diante do caos prevalecente era impossível cumprir suas condições. Assim, li a lista: casa cômoda e mobiliada, móveis novos, cama confortável, água quente, comida do meu gosto, entre outros que anotou na lista. A olhei e lhe disse: “Por acaso não vê ao seu redor o que acontece? Muitos estão necessitados.” E ela respondeu: “Eu não sei deles, eu sei de mim. Se não pode fazer isso por mim, vai-te.” Assim, me retirei e fui a outros, que com um pedaço de pão e um copo de água se sentiam grandemente agradecidos.
O sonho mudou, e me vi ao final de uma grande costa. Essa costa era muito íngreme. Ali comecei a subi-la, e vi uma casa à direita desta; havia uma mulher e eu a saudei, e lhe disse: “Terá, por favor, um pouco de água para mim?” Ela me olhou, riu e respondeu: “Só tenho o necessário para mim. Se compartilho com você terei que subir toda essa costa até o final por mais, e não o farei. Já que você está subindo, segue o seu caminho e busca para ti.” Me retirei dali e continuei subindo, e notei que mais acima da casa dessa mulher, havia um manancial de água, que fui a ele, e estava essa água muito fresca. Então pensei, por que ela havia dito que tinha que subir toda a costa para buscar a preciosa água. Mas, ali eu repousei um pouco e bebi tudo o que pude, e me dispus a continuar meu caminho.
Caminhei alguns passos e disse a mim mesma: “Virarei e deixarei a mulher saber que não tem que ir até em cima da montanha e subir toda a costa, mas sim, que tem água perto de sua casa.” Mas quando me dispus a virar, olhei para o lugar onde eu havia tomado água e este já não existia. Me assustei, mas segui meu caminho meditando naquilo.
Cheguei lá em cima e havia uma leve e pequena planície que conectava a outra, a outra costa muito mais alta. Eu tomei uma leve respiração ali, mas sentia a urgência de continuar, e assim o fiz. Então lembrei outra vez as palavras da mulher de que devia subir toda a costa em busca de água. Olhei em todas as direções e não vi presença de água por nenhum lugar. Assim, continuei meu caminho e entrei em um bosque. Ali vi muitas pessoas em grupinhos espalhados dentro daquele bosque. Um deles saiu a me receber, me chamou pelo meu nome. Eu não o conhecia, mas os que estavam com ele e ele estavam felizes em me ver. Me deram água e eu lhes agradeci, me sentei com eles e me disseram: “Não temos pão, mas aqui há umas sementes suculentas que encontramos. Não são muitas, mas é algo que temos.”
Vi o rosto e os olhos de todos, e lhes perguntei: “E o que vocês comerão?” Me responderam: “Não se preocupe, você chegou agora de viagem, deve ter fome.” Eles estavam alegres e eu também, mas não podia comer sabendo que eles não o fariam. Clamei a Deus por Sua ajuda e Ele respondeu a oração. Logo os demais grupos nos rodearam, eles traziam um grande assombro e nos compartilharam, porque suas vasilhas e panelas, que estavam tampadas, para evitar que animais caminhassem nelas, se moveram em algum momento e ao verem o que acontecia, viram que havia abundante pão nelas. Assim, vieram todos a compartilhar, e todos juntos comemos. Louvamos a Deus e descansamos.
Então lembrei da mulher da casa junto ao caminho. Ali havia suficiente água e pão também para ela. Eu me levantei com a intenção descer para levar, mas ao ver o caminho percebi que ele já não conectava com a outra montanha, havíamos ficado ali ilhados e era impossível regressar. Ali eu não vi mais.
Oh, amados irmãos, meditemos no que o eterno nos tem deixado saber nesta hora. Ele está falando tremendamente ao Seu povo neste tempo. Queira Deus que possamos pedir o discernimento do Espírito Santo, para que possamos entender cada palavra, cada detalhe do que Ele nos quer deixar saber nesta hora, e possamos não aplicar a outros, mas cada um aplicar a nós mesmos. É meu rogo e oração que assim seja. Que o senhor nos abençoe!

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