- Anderson
- 8 de fev. de 2022
- 4 min de leitura
Atualizado: 25 de out. de 2022
Mês 11 no calendário do Eterno. Mês 2, dia 8, de 2022.
Em sonhos eu via um acampamento onde havia muito trabalho. Haviam alguns materiais e faltavam outros. Havia um homem que começou o trabalho e outros lhe ajudavam. O trabalho era árduo, e o trabalhador principal ficou só, porque os demais só lhe ajudaram por um momento. Faltando material, e quase por terminar, o homem saiu com a sua mulher para comprá-lo em seu veículo e se encontrou com uma ponte que devia passar os pneus por cima de um trilho que se movia e passava ao outro lado do caminho. O homem avançou para ele, mas a mulher desceu do carro pois o precipício era muito alto, para confiar somente em colocar os pneus do carro naqueles finos trilhos.
A mulher disse ao seu esposo: Vamos por outro caminho, não passe por aí. Mas o seu esposo respondeu: Há pressa para acabar e este é o caminho mais curto. Assim que avançou para os trilhos, este passou, mas do outro lado a rua começou a se desmoronar e com grande pressa ele conseguiu virar a tempo e entrar nos trilhos, que se moviam, e cruzar novamente à duras penas. E somente cruzou a dita ponte e esta caiu, e já não pôde passar mais nenhum veículo. O homem estava assustado e se retirou do lugar onde o tráfego ficou grande pela queda da ponte.
A cena mudou e vi um homem com grande afinco trabalhar em umas caixas de luz que colocava em uma parede exterior. Tinha todo o material necessário, mas não conseguia acabar e não gostava de ter ajuda, pois todo o crédito lutava para ter para si. Chegou uma grande chuva e a noite, e este foi obrigado a desistir e não pôde terminar seu trabalho.
A cena mudou e vi a muitos trabalhando arduamente, necessitaram de uma ferramenta e foram buscar em um quarto da casa, e ali, entre as ferramentas, a sujeira e a desordem, um jovem em uma cama que não fazia nada mais que isso, porque não desejava ajudar em nada e se alguém o ocupasse, ele maldizia. Vi que a pessoa procurou a ferramenta e a levou, e o trabalho se completou. Estavam ali todos felizes por haver acabado o trabalho.
A cena mudou e vi um jovem que se aproximou de sua mãe e lhe disse: "Escapa enquanto ainda há tempo, pois você não deve ir aonde te levam." A mãe respondeu: "Não se preocupe, mesmo disso Deus me livrará." Vi que esta mulher, o jovem e outro jovem que estava ali, que era irmão do primeiro jovem que falou com sua mãe, e o pai deles, abordaram um carro e empreenderam um caminho, chegaram a um lugar onde tinham, segundo eles, uma jovem se regenerando. Ao chegar, procuraram por ela e os levaram ao seu encontro, ali a jovem estava vestida com um vestido cor de ouro que brilhava, com rendas e pedras, seu cabelo bem cacheado, ela era de pele morena e sua mãe lhe disse: "Filha, que linda você está! Este lugar te fez muito bem.
Dá-me um abraço." Esta jovem se aproximou para abraçar e beijar sua mãe, e a beijou, e no ato seguinte a amordaçou com um tecido branco muito forte, desde o rosto ao pescoço dela. A mãe saiu correndo para tirar o tecido de seu rosto e pescoço, mas esse tecido seguiu crescendo rapidamente, até que a cobriu toda e a asfixiou e, logo que ela estava envolta nesse casulo de tecido, foi trancada com sua filha e, ao passar alguns dias sem sair dali, se tornou como ela.
A cena mudou e vi um homem que desejava isolar e cobrir com cimento o teto, ele colocava um pouco de liga no teto, colocava a placa de isolamento e lutava para que esta ficasse; quando ela se deteve um pouco e ele procedeu a cobri-la com o cimento, a placa caia e ele voltava a colocá-la e cobria com o cimento, assim o vi vez após vez. Um homem entrou e lhe disse: "Você tem que pôr madeira no teto e logo fixar a placa nela, e pôr parafusos para que não saiam."
Mas ele não deu atenção e continuou seu trabalho. Vi que chegaram duas pessoas mais, um homem e uma mulher que eram um casal, e começaram a apoiar sua obstinação e a ajudá-lo, passaram horas ali, pois colocavam uma e caía, outra e caía, e ao cobrir com o cimento, este deixou-os todos sujos, porque caía em cima deles. Logo a mulher disse: "Eu arrumarei tudo, vejam." Foi atrás de uma parede e se arrumou, pintou o rosto e colocou laços em cada lado da cabeça como as meninas e colocou em si olhos redondos, e dava a aparência de ser mais jovem, assim trouxe mais trabalhadores e eles começaram a ajudar, uns pelas paredes e outros pelo teto. Todos estavam cheios de cimento, que caía por todos os lados, mas uns começaram a trabalhar paredes e outros o teto, e ao terminar, começaram a pintar. Estavam felizes por seu trabalho.
O homem que havia dito que colocasse madeira entrou e viu ali o que havia acontecido, moveu a cabeça em sinal de descontentamento e fechou a porta com força, e este movimento descolou todo o teto e paredes, e tudo ficou feito em escombros.
A cena mudou e vi como a fome era muito dura, as pessoas rasgavam seus vestidos em pedaços muito pequenos, colocavam sal e cozinhavam com óleo no fogo, e os comiam. Vi um jovem que tinha um pacote de chocolates já mofados e os limpava para comer, pois muitos ao seu redor estavam famintos. E aí, neste momento, enquanto via essas cenas terríveis, já não vi mais. Ao despertar me foi dito: "Preparem-se, deixem de lado o eu, para que assim possam viver em Mim."
Queira Deus que assim seja, amados irmãos, é meu rogo e oração por todo o rebanho do Eterno na larga face da terra.
Que o Senhor nos abençoe.

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