- Anderson
- 3 de fev. de 2022
- 6 min de leitura
Atualizado: 25 de out. de 2022
Mês 11 no calendário de Eterno. Mês 2, dia 3 de 2022.
Em sonhos eu via uma senhora que compartilhava com um casal, um jantar em sua casa. O casal estava contente, feliz em estar com a senhora mas ela só pensava em que nada atrapalhasse a organização de sua casa. Vi que esta não desfrutou do jantar, pois ela estava não somente pensando, mas também expressando que logo após o jantar tudo estaria sujo e bagunçado na cozinha. O jantar estava delicioso, pelo que pude notar. Enquanto o casal comia, a senhora, por estar pensando na sujeira da louça e no que viria logo após o jantar, não conseguiu desfrutar do momento do jantar.
A cena mudou e vi um edifício de nove andares, ali uma mulher embalava sua filha para fazê-la dormir. A mulher não tinha apartamento, ela só tinha uma esteira no chão do corredor daquele nono andar. Ela cuidava e velava sua filha com grande interesse, porque aquele nono andar não tinha varandas e se descuidasse, podia cair no vazio. Vi que a menina adormeceu e a mulher permaneceu desperta ao seu lado, o sono lutava por vencê-la, mas ela não se dava por vencida. Logo se escutou uma porta abrir e uma mulher saiu, em sua mão levava uma moeda cor de ouro que brilhava com a luz da lâmpada que iluminava aquele corredor, esta dizia alegremente:
É um momento, é uma noite, e uma noite de grande fortuna. E colocava a moeda diante dos olhos dela e a olhava, e ria sem parar. Ela estava tão maravilhada e feliz pela moeda, que colocou um pé fora do corredor daquele nono andar e caiu ao vazio. Ao cair, sua testa se rachou e por ali saiu seu cérebro, e mesmo tentado socorrê-la, ela faleceu e a moeda foi para outros.
A mulher que velava o sono da menina ficou muito afetada com o ocorrido e decidiu descer ao lugar onde aquela mulher que admirava sua moeda havia caído. Chegou ao lugar e olhou para cima, e percebeu o grande perigo daquele lugar onde havia vivido tanto tempo. Se dispôs a voltar quando percebeu que sua filhinha havia despertado e caminhava pelo corredor, vi que sua face se encheu de horror e ela disse a menina: Volta, volta para a cama! Mas a menina não obedeceu. Logo cambaleou por estar muito na borda do precipício e caiu.
A mãe pegou um cesto, um cesto de lixo grande e o susteve o melhor que pôde para amortecer o impacto de sua filha e conseguiu, mas a menina ficou bastante machucada. Eu vi que a mãe tratava de suas feridas e a menina ainda respirava.
A cena mudou e vi que um homem agricultor estava em uma rua vendendo seus produtos, ele não somente vendia, mas também explicava como ele conseguia tão belos frutos. Muitas pessoas estavam ao seu redor escutando atentamente suas instruções. Ao acabar cada um dos ouvintes compraram um ou mais, e outros menos, segundo podiam. Vi que uma mulher comprou bastante e um casal também comprou muitos produtos. O homem que vendia, ou seja, o agricultor, também vendia potes de vidro para guardar ou armazenar aqueles produtos após prepará-los e ensinava como fazê-lo. Vi que tanto a mulher como o casal compraram desses potes de vidro.
Terminaram suas compras e foram a caminho de suas casas. Por um longo trecho do caminho o casal teve muito problema com sua carga, e vi como a mulher, que comprou um carrinho parecido com os de compra para eles, e lhes ajudou a aliviar a sua carga. Vi que eles não agradeceram e estavam um tanto receosos. Logo ao longe escutei um tumulto, o casal assim como a mulher olharam para trás, uma turba enfurecida vinha atrás deles e gritava que lhes entregasse seus alimentos, pois tinham fome. Vi o casal logo pôr-se a correr, fugiram a toda pressa. A mulher com sua carga não podia avançar muito, ela clamou ao céu por ajuda, já que não tinha ninguém, pois o casal não lhe ajudou.
Logo um carrinho de compras apareceu ao seu lado, este carrinho brilhava e lhe foi indicado colocar suas coisas nele. Ela avançou o quanto pôde e se pôs em marcha, mas a turba, ao passar um minuto, a alcançou e lhe faziam violência para arrebatar-lhe suas coisas. Logo vi que à mulher foram concedidas forças não naturais e venceu aqueles que lhe faziam violência, e pôde escapar com as provisões que eram para muitos que necessitavam em um afastado lugar daquela cidade. Vi que os da turba ficaram atordoados com a força daquela mulher, que só ao tocá-los, caiam ao chão, e ao olhar para eles, suas pernas tremiam, assim foi liberta aquela mulher e assim pôde sustentar aqueles que esperavam por ela.
A cena mudou, e diante de mim estava uma cidade com muitos habitantes. O céu que estava justamente em cima dela estava cinza-escuro, quase preto, e um forte vento se aproximava dela, então me foi dito: "Fala." Abri minha boca e com todas as minhas forças exclamei: Saiam, corram por sua vida! Não olhem para trás! Saiam, apressem-se, não procrastinem, porque não há muito tempo! Vi como um estampido de pessoas começaram a carreira para sair daquela cidade, na corrida, notei que alguns atropelavam a outros sem misericórdia, e outros puxavam os que iam à frente deles para deixá-los para trás e eles tomarem seu lugar. Via outros discutindo entre eles, outros chegaram ao ponto de insultos e golpes, mas a maioria avançava ajudando uns aos outros e nada os estorvava em seu caminho.
Vi que os que eram violentos se separaram do grupo dos que se ajudavam uns aos outros e seu afastamento foi de uma rua de quase oito pistas. Logo um ruído terrível captou a atenção de todos, olhei para a cidade e um vento como um tufão destroçava tudo ao seu caminho, aquele tufão era tão alto que chegava ao céu e tão largo que cobria toda a cidade e os seus contornos. Vi então que ventos menores saíam daquele grande tufão e correram a toda pressa, e envolveram a todos os que se detiveram pela violência de uns aos outros e não os vi mais.
Então escutei uma voz que disse: "Preparem-se, porque em um dia virá a sua hora e o seu justo castigo, porque deu de beber a uns e a outros, e ela mesma está embriagada, e não poderá escapar da hora da destruição. Muitos a vêem e a louvam, mas quem louvará um morto?
Todo aquele que oprime ao seu próximo e vive do esforço alheio cairá irremediavelmente, porque a sua parte não está Comigo. Todo aquele que é rebelde a Minha voz cairá e não se levantará, porque ninguém rejeita ao Santo de Israel e prevalece. Eu passo em revisão pelos acampamentos e vejo isso, e não tenho por inocente o culpado. Aquele que é contra seu irmão, que com bem lhe recebeu, será estopa e Eu lhe tirarei do Livro da Vida, porquanto a Minha verdade não está nele e rejeita as Minhas ordenanças. Assim também, aquele a quem Eu abro as portas, e outros, em avareza, as fecham, será culpado no dia do juízo, pois nenhum a quem a porta é aberta e este a fecha por suas condições será preservado, porque Minha é a terra e sua plenitude, e todos os que nela habitam.
Eu limpo a escória e retiro a palha, e não tenho por inocente ao culpado. Façam bom uso dos Meus talentos, enquanto Eu volto, porque curto é o tempo, e amplo os talentos para a salvação. Acaso se eu bato à porta e ela não se abre, Eu entrarei? De nenhuma maneira." Respondeu. "Muitos perecerão, porque exerceram mal seu livre-arbítrio, e sua desconfiança e amor próprio os levou à destruição, bem como aos seus. O que tem, dê ao que não tem, e o que recebe, cuide-se de não se aproveitar daquele de quem recebeu, e o que deu, não tome por servo aquele a quem recebeu, porque um é seu Pai, Aquele que está nos céus, e nada escapa aos Seus olhos. Por isso Minha é a vingança e Eu pagarei a cada um segundo as suas obras, portanto olha onde você caiu e arrependa-se, para que a misericórdia te seja concedida.
O dia mau ruge perto de vocês, e aquele que não estiver em Mim e Eu nele, perecerá. Esforcem-se e limpem suas vestes, pois só assim serão preservados, e como farão isso? Morram para si, e então Eu viverei em vocês. Este é o mal que lhes farei perder. Mas Eu estou à porta e chamo, se alguém ouvir a Minha voz, entrarei, cearei com ele e ele Comigo, e não terá fome, nem sede jamais, e irá bem em todos os dias da sua vida, e por sua fidelidade, mesmo às custas da sua vida, receberá a coroa da vida eterna. Afastem-se daqueles que os afastam do caminho com maestria de sutil engano, pois o inimigo saiu como um leão rugindo, buscando a quem possa devorar. Escutem as Minhas palavras e viverão, se as rejeitaram, morrerão. Aprendam de Mim, que sou humilde e manso, e estarei com vocês todos os dias até o fim do mundo. Venho logo, retenha o que tens para que ninguém tome a sua coroa."
Palavras fiéis e verdadeiras que deixo do Eterno para cada um de vocês.
Que o Senhor nos abençoe.

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