- 16 de dez. de 2020
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Atualizado: 5 de jul. de 2022
Em 16-12-2020, às 17:10 da tarde, o Senhor me deixou saber muitas coisas, que quero compartilhar com vocês nesta hora. Me deixou saber que o inimigo das almas está nas trevas e onde quer que elas estejam, ali ele está. Por esta razão é sumamente importante discernir as áreas que estão sem vigilância, e assim abertas ao ataque do maligno; vemos ali em Judas 6. Estar nas trevas é estar ausente de Deus que é a luz do mundo, Colossenses 1: 3. Se toleramos as trevas seremos vulneráveis aos ataques ou assaltos do inimigo. Onde quer que se encontre desobediência voluntaria à Palavra de Deus, há trevas espirituais e a atividade maligna estará presente. O Espírito Santo nos ilumina com a lâmpada do Senhor e assim esquadrinha o nosso coração, mas quando acariciamos o pecado, essa luz desaparece, deixando-nos densas trevas, e assim o inimigo pode se mover livremente nelas. As trevas produzidas pelo pecado acariciado permitem acesso legal à satanás ao nosso coração, até do crente mais professo, que descuida quanto a Lei do Eterno e baixa a norma, colocando o seu “eu” em primeiro lugar em sua vida.
O inimigo conhece isso e nos conduz a abrigar trevas sorrateiramente por meio da inveja, o orgulho religioso, “eu sei mais que este”, “eu sou melhor que eles”, “isso é anátema, por esta razão não lhe falarei mais”, “para mim você cai, assim está morto”; tudo isto leva à soberba, a qual levou Pedro à queda em um dado momento, vemos isto em João 18: 10, Lucas 22: 31-32 e Lucas 22: 23-24. Toda área de trevas que ocultamos em nossa vida, são estas áreas que inevitavelmente nos levarão à derrota segura, a curto ou a longo prazo. Estamos em grande necessidade de permitir e convidar o Espírito Santo, que esquadrinhe o nosso coração e nos ilumine com a luz celestial, para que assim nos permita ver a escuridão e nossos perversos motivos, para assim podermos ir em humilhação diante de Deus em busca do Seu perdão. Existe, debaixo do manto da piedade cristã, atrocidades cometidas justificadas por um “Está Escrito”, segundo nossa própria opinião, que nos fazem errar; não somente aquele que a induz, mas também àqueles que o seguem.
Esta falsa piedade cristã é movida pelas trevas satânica, que se vestem como anjo de luz e conjecturam o futuro, que ele mesmo prepara como um laço, ao que acaricia e resguarda os desejos ocultos do seu coração. Diante de nós está uma sacudidura que seguirá aumentando, porque este sutil e terrível mal; e muito em breve o que se verá puramente celestial soará como vil metal, ali muitos que desdenharam da verdade pura terão uma amarga desilusão de grande desespero, que não tenho palavras para explicar semelhante evento. Deus nos convida a nos submeter a Ele, e o inimigo nos convida a nos submeter aos nossos desejos; ali é onde a verdadeira luta está violenta neste tempo. Este tempo de sacudidura nos prepara para o melhor, mas se renegamos o processo seremos achados em falta e sem azeite. O Deus Eterno nunca confiará Seu reino a ninguém que não tenha quebrado seu orgulho na rocha que é Cristo Jesus.
Este amados, é hoje o propósito de Deus para nossas vidas; tristemente muitos não desejam este processo e somente pensam em seu porvir, lutando com suas próprias forças para forjar um futuro melhor, e não se dão conta de que somente estão seguindo o plano que o inimigo do Eterno Deus traçou para eles.
Outros pensam e expressam que é melhor permanecer na ignorância, e não se dão conta que esta atitude os fazem abrir as portas de par em par, aos ataques do maligno. Ali o estresse é a ordem do dia, e assim segue aumentando até a possessão, encoberta ou aberta, e isto por decisão e vontade própria. Se realmente nos amamos, devemos manter um coração honesto diante de Deus, já que o Eterno resiste ao soberbo, porém da graça aos humildes, Tiago 4: 6. Somente um coração submisso a Deus, ao Espírito Santo, e não a homens, poderá ganhar por Ele, que provém do alto em nome de Cristo Jesus, poderá vencer nesta guerra espiritual.
Nossa vitória começa aos pés do Mestre e se consuma quando a natureza de Jesus transforma nosso coração; glória seja ao nosso Senhor por isto. Aqui é onde satanás permanece vencido, obsoleto, para nos tentar e nos fazer cair. Lembremos de Pedro, que caiu e se levantou porque entendeu a equação real da salvação; mas tristemente Judas não pode com a pressão do grupo; seu orgulho, sua prepotência, seus desejos, ele preferiu a morte que a humilhação. Pedro reconheceu e correu até Jesus arrependido. Judas reconheceu seu erro, e o orgulho do seu coração o fez correr para a destruição. A luz proveniente de Cristo Jesus dissipou as trevas de Pedro, seu orgulho foi substituído pela humildade e mansidão de Cristo Jesus, mas Judas, a luz brilhou frente a ele, virou seu rosto para não vê-la e correu para sua própria destruição. A humildade é a fortaleza do justo, e isto é precisamente o que satanás teme; o inimigo detesta esta qualidade quando a vê em um ser humano; o inimigo se agita diante do manso, pois ele sabe que isso permite o acesso para que entre o dono da luz real, Cristo Jesus, em nossa vida. O inimigo ama que sejamos cobiçosos em todas as áreas, intemperantes, amantes de nós mesmos mais do que a Deus e que amemos agradar a nossa natureza carnal, e esta é a arma mais aguda do inimigo desde o princípio da raça humana; isto faz com que satanás ministre nossas avenidas da alma, e assim neutraliza nosso caminhar com Deus. Nossa luta é contra principados e potestades dos ares, e a auto justificação é a nossa própria derrota.
Devemos submeter nosso ego a Deus, se queremos de todo coração que Ele nos ajude a vencer. Muitos perecerão porque racionalizaram seus pecados e suas faltas e não foram honestos com Deus. O que é nossa luta hoje, foi o que semeamos ontem, e somente Deus pode nos ajudar a tirar toda raiz e ramo que esteja em nossa mente e coração carnal, quando corremos por socorro diante dEle. Se nos aproximamos de Deus com raciocínios próprios, não podemos ser ouvidos nem perdoados por Ele, o Único que nos pode limpar e salvar, assim o adversário não tem acesso legal para nos acusar; é morrer ao “eu”. Devemos reconhecer nossa falta de justiça, e assim o inimigo usando traços da verdade com mentira disfarçada, nos impede de ter acesso à justiça de Cristo. Enquanto mais reconheçamos que Jesus é nossa única justiça, mais distante se manterá a ameaça do inimigo, Hebreus 4: 16.
A chave para vencer o inimigo é a humildade e a negarmos a defender-nos a nós mesmos, Efésios 4: 24. A humildade é uma proteção, que recebemos do Eterno, impede nossa alma de se aproximar da maldade e nos permite avançar em paz, porque a humildade é render o coração a Cristo. Devemos pedir ao Senhor que nos ajude a derrubar ou demolir fortalezas em nossas vidas; estas barreiras ou fortalezas são aquelas formas de pensar antigas ou passadas, para que assim a presença verdadeira de Cristo Jesus possa se manifestar em nós, e por nós a outros. Sempre devemos lembrar que toda libertação de êxito começa com retirar aquilo que o inimigo defende, porque as fortalezas ou barreiras espirituais são aquelas onde o inimigo e suas legiões se ocultam e se protegem, 2 Coríntios 10: 3-4.
Estas fortalezas ou barreiras existem em padrões de pensamentos ou ideias que governam o ser humano: igrejas, grupos, acampamentos, etc. É necessário se amamos nossa salvação, que é individual e não coletiva, derrubar em nome do Senhor estas fortalezas ou barreiras, para assim desarmar o inimigo em nossas vidas, e assim, o Espírito Santo poderá entrar e limpar a casa de toda imundícia que traz o inimigo das almas. As fortalezas ou barreiras diabólicas podem ser: simpatia por pensamentos do mal; atitudes que protegem o velho homem que se converte em habitações de maldade; lugares de opressão demoníacas na vida do indivíduo. Uma fortaleza é qualquer pensamento que se eleve acima do conhecimento de Cristo Jesus, e isto lhe dá um lugar seguro onde possa influenciar a vida mental de um indivíduo, 2 Coríntios 10: 5. Quando há em nossa vida áreas ou pensamentos não crucificados, os demônios podem oprimir a vida do indivíduo, especialmente pensamentos que simpatizam com o mal, isto é rebeldia contra Deus, e dá um lugar seguro ao adversário em nossas vidas.
Os temores, são outro tipo de fortalezas ou barreiras, e isso é necessário ir aos pés do Mestre para que nos liberte destas barreiras demoníacas. O autoengano, barreira ou fortaleza sigilosa que se derruba somente pelo arrependimento, mas esta barreira é muito difícil de derrubar se a pessoa não reconhece a realidade do seu estado. Somente ao aceitar honestamente nossa condição em humildade, somente assim poderemos ser libertos em Cristo Jesus. Para chegar a libertação, a humildade de Cristo Jesus deve estar em nossa mente constantemente. Quando o Espírito Santo desnuda nossa rebeldia contra Deus, não devemos defender-nos nem nos desculparmos, e sim humildemente humilhar nosso coração, arrepender-nos em humilhação diante do Eterno para que sejamos mudados e perdoados por Ele. Onde não existe o verdadeiro arrependimento, o inimigo se alimenta e há atividade maligna rondando.
A rebeldia por saber um “Está Escrito”, mas não o aceitar por conveniência própria, salvaguardando o meu “eu”, é uma fortaleza ou barreira, que abre de par em par a fluidez maligna em minha vida. Rouba o gozo e a paz, e se vive em uma atmosfera de comentários, contendas, maquinações, manipulações, suspeitas, inveja, luta pelo poder e crueldade. Nossa mente deve ser treinada por nosso criador e redentor para que assim possamos ter uma barreira forte contra o inimigo das almas, João 14: 30. Ao rendermos a Cristo Jesus, então experimentamos a real liberdade, e assim poderemos, a seu tempo, ajudar a outros a encontrarem o mesmo caminho. Muitos desejam ser libertos das garras do inimigo, porém sem um arrependimento genuíno não podem conseguir. É preciso entregar todas as áreas da vida para Cristo Jesus e assim poderá vencer, porque o Todo poderoso ao entrar nos dará a vitória nEle. Uma área de nossa vida não crucificada ou entregue a Deus não levará ninguém a verdadeira libertação e vitória, Marcos 6: 12- 13.
O arrependimento genuíno é o antídoto para o abandono e a expulsão de espíritos atormentadores da alma. Quando caem as fortalezas da nossa vida: o eu, a prepotência, meu ego, a suficiência própria, chega automaticamente a vitória pelo príncipe Emanuel, 1 Coríntios 2: 3-5. Vamos em rogo e oração ao Pai celestial e entreguemos toda área oculta da nossa vida: adultério, mentira, pecado secreto, inveja, suspeitas, contendas. E peçamos ao Eterno que nos perdoe por havermos contemporizado com o pecado e a rebeldia, e que nos ajude a derrubar as fortalezas ou barreiras em nossa vida sem nenhuma vacilação; e que me ajude a repudiar o pecado em minha vida e me livre de todo engano que há em meu coração.
Isto somente acontece se o Espírito Santo já tocou a porta e reconheci minha condição, e assim consigo chegar a este nível por haver-me submetido à poderosa luz do Espírito Santo, e ali aos pés do Mestre, o Todo poderoso, confesso meus pecados com grande dor e arrependimento genuíno, com grande vergonha por meu pecado, então o sangue de Cristo é imputado em minha vida e posso nEle ser liberto, 1 João 1: 9. Onde existe um pensamento endurecido pelo demônio, há uma fortaleza, e este cria um padrão de pensamentos que entretém como uma teia de aranha, para que sua vítima não possa sair facilmente dela. É uma teia de aranha que muitas vezes não se vê como sendo danosa, mas sendo até benéfica e gera grande prazer carnal, e assim o coração a aceita e a mente fica enfeitiçada sob ensalmo maligno. Isto se vê em indivíduos, porém está em maior escala em: comunidades, cidades e famílias. Os espíritos imundos lutam para conseguir uma casa onde possam viver, e esta é nossa vida, nosso corpo, nossa mente, nosso coração. Por esta razão não devemos nos descuidar nem soltar-nos de Cristo Jesus, pois senão nossa casa será habitação de toda ave aborrecível e imunda, Mateus 12: 43.
Nenhum demônio pode habitar no espírito de um cristão verdadeiro, porque este somente se move em pensamentos carnais. Esses se disfarçam como nossas ideias e se escondem em nossas atitudes diárias e assim se apoderam da nossa vida, Mateus 12: 44-45 e 2 Pedro 2: 20. Cristo é o único que deve construir em nossa vida e ser as barreiras e fortalezas verdadeiras, por Seu poder, contra as ameaças do maligno, Lucas 11: 2-23. Somente Cristo Jesus pode lançar fora o maligno das nossas vidas; somente um novo nascimento em Cristo Jesus pode conseguir ganhar esta batalha. Ao aproximarmo-nos em humildade diante de Deus, porque deixamos que o Espírito Santo nos revele nossa condição e a reconheçamos, nos capacitará com o colírio, para que possamos ver como os anjos ministradores comissionados pelo príncipe Emanuel pelejam por nossas vidas, e assim toda fortaleza maligna de pensamentos, atitudes e opressões onde nos encontramos em acordo com o mal, termina derrubada, 2 Coríntios 10:3-6.
Todo comportamento e preocupação que carreguemos com nossas próprias forças e não em nome do Senhor, abrirá passagem fluindo do inimigo a nossas vidas. Somente quando caminhamos plenamente confiantes em Cristo Jesus, o Espírito Santo se apodera das nossas vidas, nos investe com seu poder e então chega o processo da mudança permanente em nossas vidas. No nível individual ou pessoal, enquanto o Espírito Santo nos revela nossas iniquidades, nos colocamos de acordo com o Eterno por meio do arrependimento genuíno, e vão se derrubando estas barreiras ou muralhas.
A fortaleza ou muralha que mais afeta ou destrói o ser humano, é a que se esconde em seus pensamentos, pois criam um padrão que nos leva as ações errôneas de conduta diárias, de decisões erradas que cremos que são as corretas, porém estão destruindo a nós mesmos e por sua vez a outros. Geralmente não as reconhecemos, nem as identificamos como más por serem tão sutilmente disfarçadas pelo maligno, ali coloca o inimigo sua cadeira de repouso que seduz, para estarmos sempre em harmonia com o ambiente que nos rodeia. Falando de outro modo, amados irmãos, quando nossa vida mental está de acordo com a imoralidade, e se perde o temor pelos pecados habituais próprios ou que nos rodeiam, o inimigo descansa repousando em nossas vidas. Então se ao indivíduo chega um raio de luz, o inimigo entronizado se altera, porque vê que a pessoa pode ser liberta pela influência se a luz segue aumentando, então começa um grande conflito e agitação no interior do ser humano. É nesse momento que temos que nos render inteiramente a Cristo Jesus para que nos ajude a resistir ao inimigo em nossas vidas, 1 Pedro 5: 8-9.
Há outras fortalezas ou barreiras que os que professam um cristianismo, segundo eles considerados como verdadeiros, possuem e praticam, estas são: frieza no amar, falta do perdão, temor, cobiça, concupiscência, orgulho, gula, incredulidade ou combinação entre elas. Se não somos realmente sinceros e permitimos ser iluminados pela luz celestial, é muito difícil e impossível discernir os pontos de opressão e possessão de nossas vidas pelo inimigo das almas, Provérbios 23: 7. Por isto, amados irmãos, devemos ser honestos em reconhecer nossos erros e reparar as ofensas à Cristo Jesus em nossas vidas; e não procurar estar bem [ou o contrário] prolongaremos mais nossa queda espiritual que será pessoal ou individual e muitas vezes coletiva.
Deus declara que somos cartas lidas ao mundo, seremos também de influências negativas para outros, pedras de tropeço. E este é um mal ainda mais grave diante dos olhos de Deus. Assim, amados irmãos, a primeira fortaleza ou barreira que temos que tirar é o orgulho de nós mesmos. Aqui está em jogo a boa vontade, devemos lutar para ter um padrão daquilo que Deus considera correto e não do que eu creio ser correto, Hebreus 2:9. Somente Cristo Jesus é o modelo que se espera do homem, à medida que nos submetemos a Cristo, sua natureza vai impregnando em nossas vidas e esta preenche todas as áreas do nosso ser, e isto nos faz poderosos na luta espiritual, Efésios 4:23-24 e Romanos 8:29.
Porque sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o Seu propósito; porque aos que antes conheceu os predestinou para que fossem feitos à imagem do Seu filho, para que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Que maravilhosos os pensamentos do nosso amado Deus para cada um de nós, muito melhores, mais do que os de nós mesmos para conosco. Portanto devemos pedir com coração contrito e humilhado a Cristo Jesus, que nos ajude e nos capacite a reconhecer pensamentos, atitudes e atos errôneos em nossa vida, pois só assim poderemos, por Sua ajuda e poder, amar como Ele ama, pensar como Ele deseja que pensemos e desejar o que Ele deseja para nós. A verdadeira e plena felicidade de uma vida renovada, livre das ameaças ocultas do maligno, sua opressão e controle, Gálatas 2:20.
Se dissermos sim, e declararmos sermos filhos de Deus, devemos andar com Ele andou, 1 João 2:6. Por esta razão a maior ou principal fortaleza ou muralha que devemos derrubar, é aquela que me impede de chegar a ser semelhante a Cristo Jesus. Matar, enterrar meu “eu”, esse “eu” que destituiu Lúcifer do céu, inimigo de Deus e Seu governo, se voltou e instigou a outros que também se revelaram com ele, e assim uma terceira parte conseguiu ao final contaminar em toda sua totalidade, e logo foram os nossos primeiros pais. E assim todos nós estamos dia a dia, momento após momento sob seus ataques. Por essa única e simples razão, que o “eu”, originado em Lúcifer, não deve existir naquele que crê, ou quer ou diz ser servo de Deus. Porque ter um “eu” em nós é estar nas filas da perdição, e esta amados, é nossa luta real: morrer ao “eu” total e completamente pelo poder de Cristo Jesus.
Caminhando pela fé e não pelo que vemos, todo padrão das minhas ideias próprias, que me mantém cativo, detém todo o crescimento espiritual em minha vida cristã, em nossa vida cristã, e isto cria grande depressão. As mentiras e a condenação devem ser lançadas do nosso ser, orando e clamando em todo momento e permitindo que o Espírito Santo entronize nossas vidas, é a única maneira de isso se concretizar, Filipenses 1:21, 2 Coríntios 10:1-4 e 2 Coríntios 3:18.
Uma fortaleza ou uma muralha é uma casa de pensamentos, e a vitória em Cristo Jesus se baseia em levar cativo todo pensamento em obediência a Cristo Jesus. Nossa meta consiste em permitir ao Espírito Santo um acesso completo e total em nossas vidas, para que assim nosso exército de pensamentos seja subjugado por Cristo Jesus, 2 Coríntios 10:5. O arrependimento não é de palavras, qualquer um de nós pode dizer que está arrependido e isto não serve de nada. O arrependimento verdadeiro significa uma mudança. O fracasso se combate com o verdadeiro arrependimento, isto é o que muda o nosso modo de pensar, a obediência, a submissão a Cristo Jesus, lealdade somente a Ele. E assim todo material de pensamento impuros e negativos é cativo a obediência real em Cristo Jesus.
Amados, toda esta eficácia ou realidade provém somente de Cristo Jesus, e esse poder está ao alcance de todo aquele que sinceramente o busque, Filipenses 4:13. Ficando assim toda fortaleza ou muralha destruída com a palavra do Altíssimo, então nossos pensamentos são renovados, e começam nossos pensamentos impuros a serem ocupados pelos pensamentos de Deus. Vamos a Cristo Jesus contritos e humilhados, e assim Ele nos aceita e nos justifica, assim continua o processo de renovação da mente carnal para a espiritual, Romanos 8:28. Nossa salvação em Cristo Jesus é uma constante mudança, e caminhamos de glória em glória à Sua semelhança, e assim Ele nos ajuda a conseguir a vitória, por Sua graça e misericórdia.
Outra fortaleza ou muralha que nos invade é o temor e o medo, e estas só podem ser derrubadas com o amor, 1 João 4:8. Devemos ser sinceros conosco mesmos e perguntarmos que atitude ou quais atitudes são as que há em meu coração, quais são meus verdadeiros motivos, que me movem a fazer o que estou pensando, entesourando, recordando ou planejando fazer. Quando o Espírito Santo chega a nossa vida e o deixamos entrar com boa vontade, Ele nos mostra a realidade que se esconde em nosso coração e nossa mente, e ao estar consciente disto, ao ver a placa de raio-x, a fotografia interna da nossa mente e coração, há duas formas de proceder: aceitar ou negar. Se aceitamos nossa condição, seremos libertos da escravidão do pecado e se negamos seremos cativos, escravos do pecado e destituídos da vida eterna. Tudo é decisão, livre arbítrio.
As fortalezas, barreiras ou muralhas antes mencionadas, tem sua origem como tudo tem um princípio. Trazemos uma herança desde a infância, da adolescência e juventude, que nos cercam, influências de outras pessoas tanto mais quanto menos. Enfim, desde que nascemos, há uma jornada que começamos, e diante de nós ali, a cultura, a família, os princípios e valores que recebemos tortos ou verdadeiros, críticas ou elogios, tudo isto se torna parte do que somos. É como vários metais que se derretem e se fundem, e se penetram um no outro, e ao se esfriarem, quem os pode separar? Se tornam uma nova natureza, uma nova fundição. Aqui é onde entra o render-se a Deus com um coração humildemente quebrantado; somente Ele, logo que acontece esta fundição, é o único que pode tornar a separá-la, com Seu poder amoroso; nos submete ao fogo, vai separando a escória, o vil metal; e ao terminar, com Seu fogo purificador, nos deixa reluzentes como o ouro puro. E isto amados irmãos, nenhum mortal pode fazer por si mesmo, nem ajudar outro mortal a fazê-lo. Somente podemos ajudar outros a encontrar o caminho para a olaria de Cristo Jesus, pois somente em Sua oficina é que existe a especialidade e a suprema garantia celestial, deste maravilhoso e exitoso trabalho. Com uma garantia de salvação para o que se achega ali por vontade própria, submeter-se a este processo de amor, justiça e verdade, Lucas 6:40. Ali é nos colocado um molde e ao sair refletimos o caráter eternamente sublime e maravilhoso do Príncipe Emanuel.
As fortalezas, muralhas ou barreiras também se originam em outras fontes, e a pergunta que devemos fazer é: Os que me ensinaram e ensinam estão imbuídos do amor celestial? A verdade e a justiça está fluindo deles? João 8:41 e Hebreus 13:7. Caminham estes nas leis do Eterno ou falam do Deus do céu e fazem as obras de belzebu? Amados irmãos, não se deslumbrem pelas palavras bonitas, suaves, aduladoras, e sim vejam as obras. O Eterno é o que pesa os motivos da mente e do coração, e se não buscamos Sua ajuda e pedimos que nos conceda do Seu discernimento, nesta hora tão crucial em que vivemos neste mundo, seremos removidos por qualquer vento de doutrina espúrio, 1 Coríntios 2:16 e 2 Coríntios 5:16-17. Quanta calamidade há por não seguirmos o caminho correto, por não ter o discernimento correto, por não ter um “eu” humilhado diante do Senhor, e sim exaltado, que vai atrás da concupiscência da nossa mente e nosso coração.
Muitos aclamam ter um alto discernimento, mas seus atos mostram que seu discernimento é totalmente carnal e conveniente. Louvo a Deus se vou bem e ajudo a outros enquanto estou bem, mas se não me convém, afundo o meu próximo e o denigro diante de todos por minha conveniência. Oh amados! O céu está vendo tudo e está anotando detalhadamente todo ato ou palavra, pensamento ou motivo, seja bom ou seja mal. Não pode haver engano se o “eu” está morto; por isso é de vida ou morte que crucifiquemos o “eu” em Cristo Jesus, Apocalipse 2:17; somente assim seremos vencedores. Com o “eu” crucificado podemos clamar, “não tenho passado, somente presente e futuro, e ainda algo mais glorioso, a eternidade com Cristo Jesus”.
Outras formas de muralhas, fortalezas ou barreiras são nossas experiências passadas e as conclusões que obtemos delas. Por regra geral, carnal ou mundana, os pensamentos que temos e as opiniões que tiramos das conclusões as quais chegamos se transformam em nossa verdade, nossa realidade, mas há uma dimensão mais além, mais extensa que isto, e esta é a verdadeira realidade de Deus. Ele me permitiu passar por essa experiência, ou Ele não queria que eu passasse esta experiência, porém meu “eu” me fez estar sob esta prova, essa experiência; e como meu “eu” está enaltecido e é o que governa minha mente e meu coração, eu tiro minhas próprias conclusões com uma mente e um coração carnal. Assim me autoengano, me fazendo crer que Deus é mal, que Deus se equivocou, que a mensagem de Deus está errada e assim sigo entretendo pensamentos errôneos que o arque enganador comunica à minha mente, e logo aflora maus sentimentos no coração, e o que devia ser uma grande lição de vida e superação espiritual em Cristo Jesus com o “eu” humilhado, se torna em um fracasso de soberba e rebeldia, de crueldade e despotismo.
Assim amados, é como o “eu” nos derruba diante da adversidade quando a carne está no controle, quando carregamos nós a carga e não permitimos dizer ao Senhor, em rogo e humilhação: Senhor, porque está me acontecendo isto? O que ou como começou tudo isto em minha vida até chegar hoje onde estou? Que lição tenho que aprender? O que fiz no meu passado ou no meu passado recente, que veio como resultado isto que estou vivendo hoje? Esta atitude correta nos levará a nos dar conta que tudo que passou ou estamos vivendo é somente culpa de nós mesmos. O Espírito Santo chegará e nos revelará a causa do que estamos vivendo no presente e veremos que é um reflexo do passado, das nossas decisões e ações, por não permitir que Deus estivesse entronizado em nossa vida.
Por outro lado, aquele que Deus tem por filho, o corrige, e cada correção é dolorosa quando começamos a ser educados na escola de Cristo Jesus. Cada passo de morte ao “eu”, de negarmos a nós mesmos é uma luta onde estamos sozinhos, pois é uma luta pessoal. As provas são justamente para isso. Ninguém chegará ao céu sem que não haja sido provado até o sumo e passado pelo fogo. É muito fácil dizer sou cristão nos momentos bons, mas ali não há prova; mas nos momentos maus, onde as provas vêm para evidenciar diante de nós mesmos onde está nossa mente e nosso coração, onde estão arraigados, apegados, ali é onde realmente somos conhecidos, como o Eterno nos conhece.
De que vale ao homem ter tudo e perder sua alma, nos diz em Mateus 16:26 e em Marcos 8:36. Amados, Ele é o único que tem o direito de desenvolver nossa vida para salvação; e quem é este que tem este direito? É Cristo Jesus, o único que sabe que prova colocar à nossa frente para que isto seja uma realidade. Por isso, Ele nos disse de antemão que seria assim. Ele não colocará nenhuma prova que não possamos suportar, e com esta a saída. Não nos apegamos a Ele com fé e confiança, por isso não passamos na prova; mas se nos apegamos com fé em Deus, com ela chegará seguramente a saída e poderemos sair elegantemente. Cada um de nós tem o dever de decidir quem governará nossa vida.
Se nossas provas, experiências, decisões passam a se submeter a Cristo Jesus, então Ele tomará nossa vida e nos guiará, até que consigamos, conforme Sua onisciência, refletir Sua imagem em nossas vidas. Meus amados irmãos, a tarefa da sanidade da alma é diária, é renovável cada dia, sem o Espírito Santo tomando o controle da nossa vida, momento após momento, nosso crescimento espiritual não crescerá e sim minguará e morrerá; por essa razão temos uma grande necessidade que devemos reconhecer, é permitir que o Espírito Santo ilumine as câmaras do nosso ser e nos ensine quem realmente somos, para assim, poder decidir ir humilhados aos pés do nosso amado criador e redentor Cristo Jesus.
Outra fortaleza, muralha ou barreira que devemos saber que existe em nossa vida e nos levará a destruição se não permitirmos que Cristo Jesus a derrube, são as doutrinas e os falsos ensinos, Mateus 24:4. Outra pessoa pode nos ensinar, porém é nossa responsabilidade sermos bereanos para que não sejamos enganados. A salvação não é coletiva, é individual, e glórias ao Eterno por isso. Cada um de nós é responsável por reconhecer a Palavra de Deus, como Ele deseja que a conheçamos, com o discernimento do Espírito Santo. Aqui não cabe e não há espaço para o sentimentalismo, não há nenhuma bandeira que lancemos com nenhum mortal que nos produza salvação. Nosso dever e lealdade de ser para Cristo Jesus e Seu reino sempiterno. Vigiemos por nós mesmos nossa salvação, a equação perfeita: Deus e eu. Temos o dever de sermos honestos com Deus, sensíveis a Sua palavra, ao Seu amor, que sendo Deus deixou tudo para morrer por nós, João 3:16. O trabalho do inimigo é nos trapacear, enganar-nos. O trabalho do nosso redentor e criador é salvar-nos. E nosso trabalho é abrirmos nossa mente e coração ao Espírito Santo, para ter um discernimento claro a quem queremos ser leais, ao nosso Salvador ou ao nosso destruidor?
Agora a pergunta que devemos nos fazer é: como podemos ser fortalecidos até chegar a semelhança de Cristo para vencer o inimigo em seu próprio terreno? A maioria, os cristãos normais, veem a batalha espiritual como um meio de solução momentânea aos seus problemas; e isto ocorre quando não se está comprometido 100% com Cristo Jesus, e sem se dar conta se esquecem do propósito das provas, das batalhas, que é levar-nos a semelhança do Mestre Cristo Jesus. Vemos o povo hebreu no Antigo Testamento, que é um grande reflexo, uma analogia da nossa libertação. Lemos suas histórias de provas, escravidão, penúrias e açoites, escravos destinados a morte, em um estado de puro sofrimento, sem misericórdia por parte dos seus opressores. O tempo por sua rebelião foi cumprido e finalmente a tão esperada libertação chegou, e com mão forte e milagrosa o Todo-poderoso os arrebatou do opressor e os ofereceu plena liberdade com benefícios tremendos: água pura, alimento celestial, sem lojas onde comprar suas roupas, porque suas roupas e sapatos não se desgastaram, e cresciam inclusive com os meninos e meninas; coluna de nuvem que durante o dia os refrescava e fogo durante a noite que os aquecia. Os que se atreveram a segui-los para causar-lhes danos foram mortos pelo poder do Eterno, e abriu o Mar Vermelho para que o cruzassem seco, e assim evidenciou mais ainda o Seu poder, e colocou temor no coração das demais nações, evidenciando assim que nenhum deus como Ele era o Deus verdadeiro, Aquele que guiava aquele povo.
Mas como todo mestre, uma vez onisciente, não pode dar uma vitória sem prova, e ali no deserto os provou, e conhecemos a história. De tudo e por tudo murmuravam, e assim sua murmuração se tornou várias vezes em rebeldia aberta, que deu por resultado a morte do originador e seus seguidores. Hoje irmãos, é da mesma maneira, se ferem nossos interesses, nossos anelos, desejos, se nos move um pouco o solo onde estamos parados, sai o veneno serpentino que temos dentro e rugimos como o dragão; e queremos queimar com o nosso fogo proveniente da nossa boca, todos e tudo o que não nos convém ter próximo, para levar a cabo nosso intuito, nossos desejos.
Romanos 8:29, diz que ali Ele nos predestinou, pois nós decidimos dia após dia com nossas ações, pensamentos e palavras se queremos nos apropriar deste destino ou rejeitá-lo. Lucas 11:36, ali nos é deixado saber que todo o nosso corpo está cheio de luz, não tendo parte alguma em trevas, seremos mais que vencedores em Cristo Jesus. Satanás não tem poder para nos destruir, por si mesmo, ele somente pode nos destruir se lhe abrirmos a porta e é ali a tremenda necessidade de submetermos incondicionalmente a Cristo Jesus, Salmos 91:1. Somente a natureza de Cristo Jesus é nosso único descanso e segurança, e somente sob a batalha espiritual é que nos é permitido que nos tornemos à imagem e semelhança de Cristo Jesus, se nos agarramos a Ele por oportuno socorro, Gênesis 1:26.
Seremos provados em cada área que não temos submetidos a Deus, ali é onde seremos atacados pelo maligno. Se é a avareza, ali será a prova. Se é a sensualidade, ali será a prova. Somente se nos arrependemos da nossa natureza antiga, é que poderemos descansar no perdão do Príncipe Emanuel. A luta de Cristo Jesus, o Pai, o Espírito Santo e os santos anjos não consistem em vencer a satanás, pois ele está vencido. A luta é para que nosso caráter seja moldado à semelhança celestial do Príncipe Messias, essa é a luta pelo qual todo o céu está em constante atividade por cada um de nós, para que ninguém pereça. No final, vençamos ou não, satanás será destruído; assim, devemos entender qual é a real luta nesta hora. Quando o inimigo vê que seus ataques nos aproximam mais de Deus, ele se retira de nós e cada vez mais se distancia mais, até que finalmente nos deixa. Tentará nos fazer mal através de instrumentos externos, mas aí é onde devemos dizer como Paulo: Viver ou morrer por Cristo, qualquer uma destas coisas, é puro lucro.
O inimigo foi derrotado no Getsemani por Cristo Jesus; ali foi onde se enfrentaram face a face pela última vez nesta Terra condenada a perdição, e ali o Criador exerceu ser o Redentor do mundo que retira o pecado de cada um de nós. Ali o inimigo de Deus e os seus filhos (do inimigo) souberam de uma vez por todas que teriam um tempo para o seu fim. Não pode derrotar ao Criador, mas vai por sua criação: por você e por mim, para impedirmos a chegar a desfrutar o que ele tinha, o que ele perdeu por sua rebeldia para sempre.
Existe um espírito demoníaco, jezabélico chamado “foco errado”; este demônio se especializa em colocar na mente dos filhos de Deus enfermidades mentais. Nos nubla o pensamento, o discernimento verdadeiro, que é um dom celestial que nos capacita para reconhecer de forma clara e específica os espíritos: são anjos ou demônios. Por esta razão somos chamados para provar os espíritos. Muitos podem citar a palavra de Deus, mas Deus pesa os motivos, e isto é exatamente o que Deus está fazendo nesta hora, amados irmãos. Ele não está pesando somente as palavras, mas também os espíritos, aquilo que nos move: o reconhecimento, a vanglória, a fama. Se vossos olhos se abrissem se assombrariam com o relato que encontramos em 2 Reis 6:17. Uma batalha espiritual, sempre haverá aliados espirituais, se somos de Deus, anjos santos estarão; se somos do maligno, anjos demoníacos estarão.
Quando um verdadeiro filho de Deus se firma debaixo da bandeira da verdade, do amor e da justiça de Deus, santos anjos fortes e poderosos são enviados ao nosso socorro; e esta experiência é o que cada um de nós devemos desenvolver pessoalmente, para assim podermos estar capacitados, para poder resistir ante o que nos aproxima. Se nos queixamos e murmuramos com os que vem a pé, não sobreviveremos com os que virão a cavalo; seremos derrotados no início da carreira.
Até que deixemos de tomar o controle por nós mesmos da nossa vida, então conheceremos a vitória em Cristo Jesus. Nossa paz proveniente do céu diante da adversidade será a nossa vitória, Mateus 8: 23-27. Quando Jesus estava sendo condenado, o arsenal do maligno estava ali presente; estava formado pelo medo, pela dúvida, a pena, a autocompaixão. Tratando, lutando para retirar a paz de Cristo Jesus, já que ele sabe que cada um destes assuntos nos roubam nossa paz e nos perturbam imediatamente; porém, no caso de Jesus, o Mestre, o Redentor do mundo não foi assim. O inimigo chega até nós através das relações que temos, aberta ou secretamente com o mundo, e nos assalta retirando-nos a paz, e assim nos leva a aberta guerra entre uns e outros, ou em rebelião a Deus. A murmuração que é rebelião direta contra Deus, por essa razão Deus nos aconselha em Filipenses 1:28. O Espírito Santo é o pacificador e os homens agarrados a Ele e a Cristo Jesus, podem ter a paz que é uma arma de guerra diante das circunstâncias. Não falamos aqui da paz como a conhecem os homens, que por meio de consensos e ecumenismo se colocam em comum acordo para levar a cabo seus planos, pisoteando a Lei de Deus. Falamos aqui da paz celestial, que consiste em estar em harmonia com Deus e Sua Lei de governo universal. Por essa razão, nos diz a palavra de Deus: Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus, os que preferem morrer ante negar sua fé; essa é a verdadeira paz, a verdadeira paciência dos santos.
Quando Deus está em nós, cada adversidade se converte em benção e vitória, Salmos 23:4-5. Cada batalha se converterá em um banquete saudável que nos garante grande fortaleza espiritual. O melhor lugar para ter e encontrar paz é estar diante do trono da graça; por isso Estevão antes de ser morto lhe foi revelado Cristo Jesus e o Pai, ali juntos. Se nos apropriamos da paz celestial seremos mais que vencedores em Cristo Jesus. Há lutas que devemos aprender a vencer, a luta contra as contendas, os temores, os interesses, nossas ilusões, todos procedentes da sede infernal, chegam com o propósito de dividir e conquistar; por isso Jesus orava por unidade, não por conveniência e propósitos humanos, mas pela unidade baseada em Cristo Jesus e sua Lei celestial.
O Eterno Deus deseja nos libertar, e vemos ali em João 5:13 e Efésios 6:17. Temos o dever diante de Deus de que, antes que a espada saia por nossa boca, primeiro passe e atravesse ou passe por nosso coração. Estamos sendo treinados para ser parte do Seu exército e nenhum treinamento para uma árdua batalha é fácil. Temos o dever de ser um povo estritamente disciplinado antes que chegue o dia da batalha, e este dia já está diante de nós, extremamente próximo, Apocalipse 12:12. O Senhor se revelará a Seus filhos de maneira não comum, como vemos na história de Josué em Deuteronômio 9:1-3, antes da tomada de Jericó. O deserto foi o lugar dos israelitas como campo de treinamento para a guerra real; lamentavelmente não muitos passaram no treinamento, e assim mesmo será de igual maneira hoje.
O que Deus mais deseja amados irmãos, é nossa obediência a Ele e Seu reino, portanto, sua Lei de governo deve ser escrita em nossa mente e nosso coração; que se funda de tal maneira em nós, que irremediavelmente mude a nossa natureza à imagem e semelhança do Eterno Deus, para que assim o inimigo das almas, trema ao ver que não tem mais poder nem potestade sobre nenhum de nós. Assim, como disse Josué em Josué 5:14, diremos: Que disse meu Senhor ao seu servo? E assim comandados pelo Príncipe Emanuel e Seu exército venceremos, Isaías 42:13. Lutemos contra a frieza do amor; revisemos com sinceridade nossa vida, se tornou nosso amor mais terno, compassivo e genuíno, ou pelo contrário, mais calculador, desconfiado, vulnerável, traiçoeiro, egocêntrico.
Mateus 24:12 nos diz que pela maldade de muitos o amor se esfriaria; esta é uma grande luta que prevalece hoje e irá cada dia mais aumentando. Naqueles que mais confiavam, os trairão. Os filhos te abandonarão. O esposo ou a esposa, vê que vai baixando o vigor da vida começa a planejar sua vida com outro ou outra. Te dizem com grande descaso repetidas vezes, cravando uma estaca em seu coração: estes planos são para quando você morrer, dizendo que se casará com essa ou com esse que está a sua frente quando você já não estiver mais neste mundo. Amados, quando o inimigo entroniza o coração faz pensar, dizer e fazer coisas de terríveis consequências, coisas que destroem para sempre, e somente Deus pode, ao que se achega a Ele, curar e sarar. O inimigo nos faz crer que se justifica: “será que estarei com ele ou com ela, quando você partir, não agora”. Porém quando exteriorizo e coloco em execução planos de pronta execução, e nos mantém com as mãos limpas, a outra pessoa deve aplaudi-lo pela fidelidade me dize-lo.
É um verdadeiro horror o que satanás faz em nós quando está sentando no trono da nossa mente e do nosso coração. Cria descontentamento, falta de amor, queixa, murmuração, inveja, entrelaçando em um manto de uma preocupação e planejamento futuro realmente acomodado, como enganador que é, a fazer a vontade de Deus. Amados, o que crê que não necessita urgentemente crucificar o “eu” aos pés do Mestre está perdido nesta hora. A suficiência própria é uma pistola, um canhão posto com nossas próprias mãos em nossa cabeça, que ao puxar o gatilho é morte segura; e todos estamos infectados por este vírus, e somente Deus e Seu poder pode nos curar disto. Este amor frio e calculista somente provém dos demônios; o amor sensual, erótico, carnal não é mais nada que a antessala da perdição eterna. Por isso o verdadeiro amor, o puro amor só nos é presenteado quando estamos agarrados, apegados a Cristo Jesus. Ali é onde o feitiço demoníaco foge de nós e podemos então ver as coisas como Deus as vê, pois chegamos a compreensão que o Espírito Santo nos confere e aí caímos em conta da nossa real condição.
A muralha ou fortaleza que muitos carregam de não perdoar impede o poder da oração e incapacita, e impede a sanidade do nosso ser por meio de Cristo Jesus, Mateus 18:34 e Hebreus 12:15 nos dá a ilustração claramente. A falta de perdão cria amargura e demanda vingança. É certo que a crueldade e a irresponsabilidade de outros podem haver nos ferido profundamente, porém diante destas feridas devemos reagir com amor e paciência, porque este é o único remédio ao amor frio, calculista e conveniente. Não guardar rancor e perdoar nos sara, e dá exemplo aos demais que Cristo tem poder de transformar as vidas humanas quando Ele está no controle, e nós rendemos nossa vida aos Seus pés. Isto não nos obriga a estarmos próximos dos que nos aborrecem, ultrajam e perseguem. Mas ainda bem, devemos ter a nossa distância, nunca devemos ter sentimentos de maldade para com eles, Mateus 24:10 e 12.
O ressentimento é outra via que cria a amargura, e também pelos que dizem te amar, porém te jogam na cara a culpa da sua infidelidade por amor ao seu “eu”. É algo pelo qual também devemos clamar a Deus e entregar a Ele. Nunca o ressentimento deve existir em nossas vidas, porque será pedra de tropeço para mim e para outros, Mateus 18:7.
O antidoto é o perdão, se não perdoarmos nosso coração se endurecerá como os deles. Quando você escuta alguém que estima dizer: o homem veio para procriar, e logo que a esposa morra de velhice, ainda o homem pode refazer sua vida e seguir procriando. Tonta você que operou para não ter mais filhos. Eu, se você morrer, me casarei com alguém que possa ter e terei mais, pois fiquei com vontade de ter mais filhos. Este é o vivo exemplo do amor frio, de uma mente matematicamente calculada que faz sua companheira se sentir inferiorizada, e se senta cheio de si na cadeira da virilidade, sem se dar conta que seus dias podem estar contados e morrer primeiro que seu conjugue. Isto cria amargura se deixamos que o inimigo tome rédeas soltas em nossa mente e nosso coração, mas se vamos ao nosso Eterno Deus e contamos nossas desgraças, Ele nos deixará saber que não foi a pessoa que falou e sim o inimigo através dela, e o que devo rejeitar é o inimigo e não ter rancor da pessoa. Orar por ele e por minha paz com Deus é o único, é o antídoto que nos levará ao perdão e libertação destes ataques mortíferos do inimigo, 1 João 4:20. Cada um, somos responsáveis por nós mesmos perante Deus e também como interpretamos os atos alheios. Amor é compaixão, e quando vemos alguém por sua dureza, indo correndo para o precipício da perdição, devemos por amor a ele alertá-lo claramente e orar por ele. O reino de Deus somente se aproximará daqueles que estão comprometidos com o verdadeiro amor que somente provém do céu. Um amor onde a verdade e a justiça não podem estar separadas; certamente por amor o Senhor nos permite que nos relacionemos, amarás o Senhor teu Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo, Marcos 12:31-32.
Não faça mal a ninguém, busquemos o seu bem como queremos o bem para nós e isso somente surgirá se amamos primeiro a Deus acima de todas as coisas. Para obtermos isto devemos pedir ao Espírito Santo o dom do discernimento; o céu nos fala de diferentes maneiras: sonhos, visões, por Sua palavra quando a abrimos com respeito, oração, cantos de louvores, através das profecias, etc. Deus, Cristo Jesus, conhece os pensamentos dos homens e assim conectados com Ele receberemos suas instruções, para seguirmos em nossa vida de acordo a Sua infinita sabedoria. Quando começa o discernimento do Espírito Santo a fluir em nós? Quando crucificamos o “eu”. É julgar sem entender os propósitos de Deus e isso é cair em terreno encantado. É julgar a outros por nós mesmos, isto é caminhar em terreno encantado. Somente Deus pode julgar, porque Ele é o único que conhece os motivos profundos da mente e o coração. Ele emite Seu juízo aos homens porque é onisciente, e Ele dá Seu juízo aos seus servos os profetas para julgar segundo a Sua sabedoria, a rebeldia indomável dos seres humanos que caem presa do engano por exaltação própria.
O discernimento espiritual é a graça, ou o dom, ou a oportunidade que Deus dá para nós vermos dentro do que é invisível, este dom nos permite ver o que está velado. Para chegar a isto, rendidos aos pés do Mestre Cristo Jesus, o primeiro que temos que entregar são os nossos sentimentos a Ele. O sentimentalismo é o impedimento maior que nos impede de ver o que está dentro do exterior. Removendo assim, pela graça de Deus, o sentimentalismo de nossas vidas e trazendo pelo poder de Deus o racionalismo espiritual, Cristo Jesus nos revela o que há no interior. Devemos pedir a Deus Sua misericórdia para poder ministrar a outros com compaixão, é aqui onde nos chocaremos de frente com a depravação ou o egoísmo da nossa natureza carnal, e aí encontraremos outra enorme razão para cair rendidos aos pés do Mestre Cristo Jesus.
Após ir aos pés do Mestre, reconhecer nossa condição e entregar-nos a Ele, começaremos a perceber e vamos nos dar conta que nossos olhos não nos ajudaram, e o que está diante de nós não é o que realmente é, quando são abertos nossos olhos espirituais e veremos a coisas como são. Que os demônios se disfarçam e que nos falam por meio deste homem ou mulher, ou menino, ou menina, ou jovem, ou ancião. O perdão de Jesus transcendia tudo o que pudesse dizer ou fazer algum mortal, e inclusive diante de todo Seus sofrimentos, já existia o perdão em Seu coração. Ele sabia Sua missão e Sua meta, morrer pela raça humana. E assim será a nossa meta quando seguimos as pegadas do Mestre: viver para que outros vivam, João 17:18.
Nosso amor deve se desenvolver até o extremo, que nossa atitude normal seja perdoar qualquer insulto a nós. Somos chamados a morrer para que outros vivam, por isso não devemos parar de interceder uns pelos outros e vermos a nós mesmos antes de ver aos demais. Ser sinceros reconhecendo nossos pecados, pois se somos cegos aos nossos pecados, seremos como o metal que soa ou címbalo que retine. Se não nos movemos em amor, a crueldade nos arruinará a vida eterna a nós e a outros, Mateus 7:1-15. O dom do discernimento provém de Deus e temos que ter extremo cuidado de não contrariar o mandato de Deus. Aquele que julga carnalmente, julga por sua própria realidade que está dentro dele, por isso o mandato de Êxodo 20:16 e Mateus 5:3-8.
Temos que ter muito cuidado com outras fortalezas ou muralhas em nossa vida e esta é o falso discernimento. O importante, a sumamente importante demanda toda atenção e qualidade de tempo. Quando Deus nos fala, uma palavra somente ao justo lhe transforma a vida. O justo espera quieto em silêncio, a resposta do Eterno para sua vida. Não se adianta frente a Deus, não vai ao Seu lado e sim vai atrás dos Seus passos. Deus nos fala quando diminuímos o ritmo e Ele sabe que estamos dispostos a ouvi-lo. Para ter o verdadeiro conhecimento provindo do alto, devemos estar calados perante Deus, devemos aprender a ouvi-lo e dizer: Fala Senhor que o Teu servo ouve, Salmos 46:10. Temos e devemos estar conscientes, que sem o discernimento de Deus não poderemos decifrar o inimigo das almas quando se aproxima ou está em nossas vidas. Portanto, é imprescindível buscar, em rogo e oração, o dom de discernir, escutar a voz de Deus, João5:30.
Deus é amor, verdade e justiça. O amor verdadeiro, o amor real, é darmos a verdade, o conhecimento da mesma, para que se lhe seguimos ao pé da letra, nos importa Sua justiça. Agora, como seres humanos, muitas vezes não sabemos nem temos experimentado alguma vez o amor verdadeiro que tem duas caraterísticas sumamente acentuadas: compromisso a longo prazo e a caridade sacrificante. O juízo justo é o resultado do verdadeiro amor, por isso sempre devemos orar pelos demais para que possam experimentar, no amor de Deus, o verdadeiro discernimento, João 7:24. O amor leva a paz verdadeira, e à verdadeira percepção, o real discernimento. Quando a verdadeira paz governa em nosso coração Deus toma o controle das nossas vidas, e começa a real transformação, que somente pode ocorrer quando a luz celestial entra nos lugares escuros do nosso ser, Marcos 7:21 e Provérbios 4:23.
Como discerne o ser humano por si mesmo? Em que indicadores se baseia o discernimento do homem mortal? No que há em seu coração. Se nosso coração carece de justiça os frutos serão injustos, se carece de amor seremos sem piedade, déspotas e sem misericórdia. Por esta razão é vital a paz que provém de Cristo Jesus para ouvir Sua voz, Colossenses 3:15 e Eclesiastes 4: 6. O verdadeiro discernimento vem de Cristo Jesus. O Espírito Santo que ao ser um dos três dignitários celestiais, nunca sugerirá ou provocará violação secreta oculta ou aberta a Lei do Eterno Deus.
Outro cuidado que devemos ter com ante as muralhas ou fortalezas em nossas vidas, é que somos chamados a ser reparadores de brechas, restauradores de calçadas, edificadores de ruínas antigas; ali em Isaías 58:12 nos ordena isto. Tudo aquilo que baixe a norma em nossa vida espiritual e física deve ser rejeitado. Deus está chamando o Seu real povo a elevar a norma até alcançar a santidade; somente podemos elevar a norma em total equilíbrio por Seu poder e por Sua misericórdia. E buscar desculpas para ir contra um “Está Escrito”, é caminhar em terreno encantado, e todo aquele que ande por este terreno com pleno conhecimento, perderá sua salvação por eleição própria.
Na Bíblia encontramos atos ou relatos verídicos que nos dão tremendas lições, nos mostram qual o fim para os que obedecem como para os que desobedecem. O relato bíblico é completo desde o Gênesis até o Apocalipse, e cada vez que a lemos em seu contexto, nos abre mais o horizonte de luz celestial salvífica para cada um de nós. Tomar uma parte da Bíblia para justificar nossos fins ou propósitos é incoerência, rebeldia e engano, e isto é caminhar em solo ou caminho do destruidor das almas; e certamente a angústia, a tristeza, a ansiedade não se farão esperar. Estes sinais permitem que o Espírito Santo chegue até nós para ver se um alerta se levanta ante nossos olhos, e corremos em busca de perdão aos pés do Mestre Cristo Jesus. Mas se persistimos em dureza, orgulho e prepotência, alentando-nos com palavras sutilmente enganadoras, provenientes de corações totalmente controlados pelo maligno, se chegará a rebeldia aberta, e assim se cauterizará a mente e se endurecerá o coração, e ali o Espírito Santo se apartará. E o inimigo entra em possessão de tormento, opressão e possessão. Isto é terrível, porque ninguém se perderá ou se salvará por casualidade, é por decisão consciente de seus pensamentos e ações.
A maioria dos cristãos não tem discernido ou visto a necessidade de estar pronto diante da luta espiritual de seduções malignas, de estar ao lado da verdade, ainda que isso os leve a viver sozinhos como Enoque, Elias, João Batista, que como titãs da fé, preferiram a solitude que viver pertencendo à multidão, e que isto os levará a perdição coletiva. A salvação é individual; devemos lutar por nossa íntima relação com Deus e não permitir que nada entorpeça esta relação: nem esposo, nem esposa, nem filho ou filha, vizinho ou familiar. Quando se perde a individualidade espiritual começamos a morrer espiritualmente, e o inimigo sabe, por isso cria sistemas de comunidade. Isto é de sumo cuidado, em especial nestes dias solenes nos grupos das montanhas, onde várias famílias juntas perdem sua individualidade familiar e pessoal, onde a indiscrição é a ordem do dia e a vida de uma pessoa passa a ser o “filme” de todos. Onde o que se pensa e sente não é entre Deus e eu, senão do público ao redor. Onde o problema matrimonial de uma casa passa a ser de todos por indiscrição conjugal. Onde as crianças e os pequenos, tarefa dos seus pais, passam a ser tarefas de outros que creem ter melhor discernimento e espiritualidade para fazê-lo. Onde os comentários e a crueldade das palavras é a ordem do dia. Onde todos devem saber seus planos familiares do viver diário, isto é pertencer a multidão e isto Deus condena.
Se bem que Deus está nos levando a todos a levantar a Sua norma e sermos guardas do nosso irmão, em amor em Cristo Jesus. E esse amor se provém de Deus como fonte, traz a verdade, a justiça ao redor. Não devemos nunca invadir a privacidade matrimonial de uma família. Deus tem dado muitas regras específicas para a convivência em grupos nas montanhas, e ainda que muitos as vivem seguindo em paz e harmonia com Deus, os homens muitos se enchem de valentia ao chegar em uma comunidade nas montanhas e reclamam sua individualidade, para assim proteger sua falta de lealdade a Deus na vestimenta, na alimentação, no trabalho, etc. Em outra face da moeda também é um desequilíbrio proveniente do maligno; sabemos que como povo, com a mensagem verdadeira adventista do sétimo dia, que entre tantas mensagens maravilhosas que o céu nos tem conferido, está a mensagem de reforma de saúde; ainda vemos naqueles que sobem para as montanhas comedores de carne, ovo, queijo, tomadores de café, chocolate ou chá com cafeína, com gostos e preferências de vestimenta errados, dados somente a complacência própria e a sensualidade. Outros com grandes condimentos fortes, azeites refinados, cereais refinados, que lutam para não se apartar deles, sem se dar conta que lutam contra Deus e causam danos ao seu corpo, empréstimo do Eterno, e serão culpados de juízo.
Outros vão por outro lado, ao fanatismo, fazendo ver que somente uma marca de azeite é a única aprovada por Deus, e assim cada coisa alimentícia que lhes ocorra. O equilíbrio somente através do discernimento real de Deus, e Deus leva um povo por um caminho para levantar calçadas, reparar rachaduras e fechar brechas. Em qualquer acampamento que se esteja praticando a leviandade ou o fanatismo, o Senhor intervirá, pois aqueles que tais coisas praticam, estão zombando dos Seus mandatos e estão faltando com o respeito abertamente para com aqueles que com amor e obediência a Deus abriram suas portas para recebê-los em seus lugares de refúgio, e certamente o Senhor atuará em favor dos fiéis que vivem oprimidos nesta hora.
Muitos de renome falam muito bonito e inclusive até celestial ao ouvido de muitos, porém o olho que tudo vê desde o céu, vê seus motivos e suas práticas mais recônditas, a estes o Eterno se refere como Ais, Jeremias 23:1 e Ezequiel 13:1-5. Devemos levantar clamor a Deus em jejum e rogo por isto, para que o Senhor atue com Sua santa justiça onde a violação à Sua santa Lei é pisoteada, para que assim os acampamentos, famílias e indivíduos possam ser libertos das ameaças e feitiços do maligno. Somente uma entrega pessoal a Deus será frutífera e eficaz nisto. Uma brecha é uma distância em como são as coisas e a maneira como deveriam ser; portanto, temos que permanecer firmes diante desta brecha em nome do Senhor e fechá-la. Se temos algo a mudar, temos que fazê-lo agora, pois logo será muito tarde. O intemperante perderá sua salvação, o acusador e difamador a perderá também. O adúltero escondido em seu coração, esse adultério escondido em seu coração ou aberto em seus atos também se perderá. Os lisonjeiros de lábios, que põe seus olhos ao controle do maligno para enfeitiçar a seu próximo, o que se deleita em seus feitiços. O que buscando desculpas em consenso oprime e destrói o desfavorecido, o que desculpa seu mal proceder, o que não se alimenta espiritualmente e detém ao que deseja fazer. O que raciocinando impõe juízo a outro que está caído por sutil engano. O que recebendo benção de outro, o oprime e o maltrata porque se sente fortalecido. O que levantando não busca em primeiro lugar o Seu Criador e sustentador, e ao anoitecer não lhe agradece por Seus cuidados e bondades. O que observa o cisco do próximo para torturá-lo e não vê a trave em seu olho. A mulher que não cuidando da sua vestimenta e sua forma de ser oferecida leva adultério a vida do homem. O homem que provoca ou aceita a familiaridade feminina, criando adultério encoberto, até chegar a imoralidade. Estas e muitas outras coisas mais, sutilmente passados por alto, são as artimanhas mais poderosas do inimigo para destruir acampamentos, famílias e indivíduos. Estas e outras são brechas reais que minam os que dizem ser povo de Deus nesta hora, e certamente onde isto aconteça, não haverá salvação para os que as tenha, pratique ou permita.
Outra muralha, fortaleza ou muro que devemos cuidar para não ter: é ser passivo na adoração. O céu é adoração, e onde aqui a adoração começa é com a oração, louvor e o estudo profundo da palavra de Deus, mas não com uma profundidade de teorias e hipóteses humanas e sim com o poder do Espírito Santo, trazendo luz a nossa mente, e assim nos deixando ver com os olhos espirituais a verdade e a realidade das nossas vidas, onde estamos no caminho espiritual e aonde temos que chegar para sermos aceitos na pátria celestial, Apocalipse 7:12-13. Ao único que temos que ter inteira e absoluta lealdade é a Deus, porque se agora não pensamos muito em baixar a norma para nossa conveniência, pela concupiscência do nosso negro coração, como será já mesmo ante a prova final? Apocalipse 7:11, Apocalipse 3:4 e Apocalipse 14:11.
Aquele que tenha por norma em sua vida cair em uma das sete formas de queda, não passará a prova final. Poderá declarar com sua boca que está firme, porém seus feitos definirão a realidade. Todo hábito de conveniência própria, egoísmo, despotismo, crueldade, amor próprio, tanto em pensamento quanto em ação, nos desqualificará para o mundo vindouro. A lealdade que Deus está requerendo do Seu real povo, é uma obediência implícita a Sua Lei, a Seus mandamentos e estatutos. Muitos amam ser resumidos nisto, porque amam as brechas em sua vida, não desejam reparar muros nem reparar brechas, acham fanatismo, e classificam, os que vão atrás da meta alcançável pela de Deus, como dissidentes. Assim vemos como muitos tem ficado pelo caminho e ainda ficarão.
Como povo devemos entender que a palavra de Deus é Lei, e Seus requerimentos implicitamente necessários, se queremos ser participantes do mundo eternal. Um coração espiritualmente superficial como o que prevalece hoje em nossos dias e uma mente dada ao “eu” será a ruína de muitos neste mundo e os desqualificará para o mundo vindouro. Quando Deus retirou o povo de Israel do Egito para o deserto, o propósito é que fossem preparados como verdadeiros adoradores antes que entrassem na terra prometida. Que tivessem uma verdadeira relação com Deus e não com as circunstâncias. Lhes queria ensinar que sem a verdadeira relação com Ele e a fé implícita nEle não poderiam obter a vitória, deviam aprender a pôr nas mãos do Eterno sua mente, sua vontade e suas emoções, pois sem esta real experiência o Eterno sabe que o inimigo nos vencerá; porque quando vem as tribulações, as opressões, chega a resistência à vontade de Deus e começamos o caminho da rebelião para com nosso criador, sustentador e redentor, e assim, resistindo o trato do Senhor chegamos a ser réus de morte eterna.
Irmãos a luta agora não é, literalmente para muitos no deserto, mas nas montanhas. Luta material, espiritual e física. A pergunta é, o que nos apartará do amor de Deus? Romanos 8:35-39. Não estaremos resistindo a preparação que necessitamos para ser salvos das queixas, murmurações e descontentamentos. Cuidamos para não estar fazendo, com nossas atitudes, guerra contra o príncipe Emanuel e Sua escola de transformação de caráter terrenal e Sua lei de governo, pois isto é traição aberta a Seu reino sempiterno, Lucas 9:62, Romanos 8:28 e Salmos 84:5-6.
Devemos ser como as flores, que enquanto estão mais machucadas e pisoteadas, mais fragrância exalam; assim são os verdadeiros servos do Altíssimo. Assim cresce nossa lealdade a Deus em pureza e perfeição quando entregamos nosso passado, nosso presente e nosso futuro a Deus é quando verdadeiramente O estamos adorando em espírito e em verdade, recordemos Romanos 8:28. Até o mal que aconteceu em nossas vidas por nossas más decisões, provocadas por um coração distante de Deus, quando chegamos a ser novas criaturas em Cristo Jesus, são lições vitais contra as artimanhas do maligno. Concentrar-se na tristeza do passado, no nervosismo do presente e na angústia do futuro é negar a eficácia do poder de Deus em nossas vidas, pois quando participamos por Sua graça e misericórdia da Sua presença, toda amargura, preocupação que temos não podem existir, e vivemos a plenitude de Sua direção em pastos seguros e águas tranquilas. Esta é a verdadeira paz, ainda em meio à tormenta, Salmos 23:4, João 16:33, João 14:27 e Filipenses 4:6-7.
Apartemo-nos no mal, para que possamos gozar de dias felizes em companhia de Cristo Jesus, 1 Pedro 3:10-11. Muitos desejam conquistar coisas neste mundo e outros lutam por dominar a outros mediante ideias e seduções, porém a luta mais violenta e grande é dominar a si mesmo, como diz em Provérbios 16:32. Dominar-se a si mesmo é impossível se o Espírito Santo não entroniza nossa vida, e esta é a verdadeira luta do cristão, render-se ao Eterno e deixar que as deidades celestiais tomem o controle absoluto de nós, e assim será uma grande benção em todos os aspectos para nós e para outros.
Outra muralha, fortaleza ou muro que devemos derrubar em nome do príncipe Emanuel é crer ser a consciência de outros em tirania e despotismo. Se bem que somos chamados a alertar e dizer a palavra da verdade com amor e justiça; não é nossa obra obrigar ninguém a nada. Cada qual deve decidir sinceramente a quem servir, se a Deus ou a mamom, Gálatas 6:1. Nossos motivos e ações sempre devem ser salvíficos. Os cochichos, comentários negativos, tramas do mal ao próximo somente provém de um coração endurecido pelo pecado, uma mente dominada de juízo errôneo e desapegada do amor de Cristo Jesus. Diante da adversidade é que se revela o verdadeiro caráter de cada um de nós, e é aí que outros podem ver quem realmente entroniza nosso coração, e as vezes, o que tem dito caráter, o pode ver.
Oh amados! Quão solene e terrível será o dia final quando tudo vier para luz. Se não pedirmos com rogo verdadeiro a Deus que nos revele nossa verdadeira essência do caráter e quem o controla, aquele dia nos revelará, porém será demasiado tarde para arrependermo-nos. Muitos vivem enganados nesta hora crucial de grande decisão final, pensando que serão chamados pelo registro do Livro da Vida e muitos ficarão desapontados. Deus deixou Seu trono e majestade pela raça humana, o criador saiu em resgate da Sua criação e todos, obedientes e desobedientes. Ele morreu por eles, somos Sua propriedade de direito por criação e redenção, e não pensamos em muitas vezes das consequências de ofender com palavras e atos a um filho de Deus. O despotismo em nossas filas me faz tremer, a força com que palavras fortes e descomedidas dentro do que diz ser o povo de Deus, grita aos quatro ventos que Deus não está em seu meio.
Se lembrem que todos somos peregrinos e estrangeiros nesta terra, a saber os que lutam para serem admitidos pelo poder de Cristo Jesus, e por Sua majestade e glória na pátria celestial. Portanto o que se ensoberbece diante de um estrangeiro, está violando a Lei de Deus. Recordemos aos nossos pais no Egito e analisemos nossa vida, porque tudo o que nos acontece debaixo do sol tem seu propósito. Se maltratas, te maltratarão. Se enganas, te enganarão. Se insulta o inocente, será insultado. Se expulsa a viúva, o estrangeiro, o órfão por seu orgulho próprio, assim mesmo será sua sorte, Provérbios 16 e 29.
Quando se permite que este espírito demoníaco se mova em nossas vidas, o Espírito Santo nunca morará ali, assim se perde a salvação. É por meio do Espírito Santo que estamos em companheirismo direto com Cristo no céu. Diante de situações de pecado, nossas reações definem quão semelhante somos a Cristo, e isto mede nossa espiritualidade. Ali onde vemos nossa debilidade, devemos ser exemplos de virtude e valor, em reconhecer, em emendar-nos e arrepender-nos. Não devemos nos deixar aprisionar por satanás nas prisões do orgulho próprio, pois esta nos acarretará a morte eterna.
Ele usa para nós a mesma prisão onde ele ,por vontade própria, entrou e induziu os anjos caídos a entrarem, e usa esta mesma estratégia com o homem mortal. A murmuração contra um “Está Escrito”, é uma declaração aberta de rebeldia ao reino de Deus. O demônio tem acesso a nossos pensamentos e palavras (explicação: não de saber os nossos pensamentos e sim de infundi-los e por ele, surgem as nossas palavras inspiradas por ele), aos sonhos e visões e por este meio sutilmente envolve e engana a muitos. Porque, antes disto, ele analisa a soberba em seu coração, e achou ali a que floresceu nele, e a utiliza como médium para envolver a muitos em nome de Deus.
A última barreira, muralha ou fortaleza que devemos derrubar, com a ajuda do Todo-poderoso Cristo Jesus, é reconhecer que há uma luta espiritual por nossa alma. É ali onde anjos e demônios lutam por nossa cidade que é nossa alma. Somente sob uma estrita teocracia se poderá vencer com o poder de Deus esta batalha. Aqui é onde podemos pôr em ação o presente celestial que se concedeu a cada ser humano, o livre arbítrio, a capacidade de decidir por vontade livre a quem escutar, seguir e servir. Em Mateus 8:13, vemos o relato do Centurião e Jesus, e vemos que o Centurião decidiu crer e foi para salvação sua decisão. E vemos o contraste em exercer o livre arbítrio incorretamente no relato que encontramos em Gênesis 11:6.
O inimigo conhece que todas a nossas decisões e ações começam com uma ideia, e luta por entronizar nossa mente. Primeiro imperceptivelmente, sutilmente, sorrateiramente, até que se torna abertamente. Logo não pode trabalhar sozinho, e originando estas ideias na mente desta pessoa a impulsiona a buscar adeptos. Pesa os espíritos ao derredor e busca desfazer-se de tudo o que estorve para levar a realizar o seu plano; ao conseguir a divisão se regozija na grande conquista. Por outro lado, os que procuram com jejum, rogo e oração ter ideias em sua mente concebidas do Pai celestial, não podem permanecer entre as intrigas e maleficências dos que entregaram por vontade própria sua mente ao inimigo. E levantando a bandeira ensanguentada do príncipe Emanuel se apartaram do arque enganador e seus comparsas, e isto vemos desde o céu em Apocalipse 12:7-8.
Toda a batalha se concentra em um ponto básico, quem controla quem? O céu ou inferno, a salvação ou a perdição. É uma luta totalmente espiritual com ações físicas, e somente o que se apega incondicionalmente a Deus pode notá-la. Se o Senhor é entronizado e controla nossa vida, tudo vai ser felicidade, amor, gozo, verdade, justiça e por consequência a salvação. Mas se é o inimigo das almas é que controla e entroniza nossa vida, tudo vai ser desgraça, opróbrio, maleficência em nossa vida e por consequência a destruição. Ao ir avançando o momento final da história deste mundo, os filhos de Deus se unirão em um só corpo sob a mesma cabeça, Cristo Jesus, e os do grupo contrário, de igual maneira sob a cabeça do inimigo; e nem um grupo e nem outro poderá ter harmonia entre si, a separação é inevitável, Efésios 6:12.
O inimigo luta pelo controle da consciência da raça humana, e o vemos dia após dia, momento após momento, nas ideias de indivíduos, comunidades, povos, países e governos. Cria uma ideia, que cria um desejo e logo se torna uma ambição, e faz o ser humano crer na grande mentira, que este mundo é o único que viverá, assim que lhe é lícito fazer o que quiser. Porém nunca lhes diz, ou deixa ver o que cita Apocalipse 11:5. Nossas armas contra isso é o estudo profundo da palavra de Deus, do Espírito de profecia, a palavra inspirada, a oração contínua e a busca de cada dia em refletir mais e mais o caráter de Cristo Jesus em nossas vidas. Não por nossas forças, porque não podemos, e sim sob a graça e misericórdia de Cristo Jesus, João 6:36.
As fortalezas e os muros que então temos que derrubar são aquelas que entronizam nossa mente, que o inimigo tem semeado ali em nossas vidas e que nos levam a pensamentos iníquos e atos vergonhosos. Cada vez que passemos mais tempo em oração, estudo da palavra, retiro a sós com Deus, cada vez mais seremos impregnados do Seu poder regenerador e santificador. Os exorto, amados irmãos, a se colocarem de acordo com Deus, em contas com Ele. Ele é o único que deseja nossa plena felicidade, é o único que pode nos dar a verdadeira paz, o único que pode nos livrar da morte eterna. Se deixamos que outros decidam por nós perderemos o céu. O Eterno quer e anela nos dar a chuva serôdia, o dom do Espírito Santo, mas se não somos sinceros conosco mesmos, nunca o receberemos, por mais que o desejamos.
Após sermos sinceros a nós mesmos, porque o Espírito Santo nos leva ao convencimento do que somos, corramos aos pés de Cristo Jesus por Seu perdão. O convite é para todos, o pagamento foi feito, a decisão é somente nossa, porém se lhes parece mal servir a Jeová, escolhei hoje a quem servir, porém eu e minha casa serviremos a Jeová, Josué 24:15. Queira Deus que os entendidos possam entender.
Que o Senhor nos abençoe.

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