- Dayanee
- 21 de mai. de 2023
- 6 min de leitura
Atualizado: 21 de mai. de 2024
Mês 03, no Tempo do ETERNO; mês 05, dia 21 de 2023.
Se aproxima a Festa do Pentecostes, onde temos uma lembrança muito clara do Monte Sinai, desde Moisés, onde recebeu as duas Tábuas escritas com o dedo de Deus. Sua Lei de governo para Seu povo. Também recordamos quando os discípulos, pelo mandato do Eterno Cristo Jesus, os mandaram que ficassem no aposento alto até receber a promessa do outro consolador, O Espírito Santo.
Esta festa também a conhecemos como a Festa das Semanas, como vemos ali em Deuteronômio 16:10. Também como a Festa da Sega, o vemos ali em Êxodo 23:16. E a conhecemos como dia de Primícias, vemos ali em Números 28:26.
Na Palestina, falando um pouco da história, a cevada era a primeira a amadurecer no ano. Quando as pessoas iam a Jerusalém para a Páscoa, levava abundantes ramos de cevada para oferecer a Deus, como primícia da colheita. Podemos ler o relato ali em Levítico 23: 10-12. Mas o trigo não havia amadurecido para esta festa da Páscoa.
Recordemos agora a saída dos nossos antepassados do Egito. Ali se estabeleceu a Páscoa, e era tempo da colheita de cevada. Lemos ali em Êxodo 9:31-32, que esta foi destruída pela sétima praga. Logo vemos o que diz Êxodo 34:22, a Festa das Semanas estava ligada à colheita do trigo. E avançando no ano o Tempo do Eterno e a relação com as colheitas, a agricultura, notamos que na Festa dos Tabernáculos era a colheita das uvas, como vemos ali em Deuteronômio 16:13; e vemos ali em Isaias 63:3, que o lagar era para pisar as uvas, e como vemos em Juízes 9:27, e Isaias 16:10.
Mas voltando a cevada, esta espiga é de poucos grãos, mas nem tanto quanto o trigo, e a espiga é menor que o trigo. Vemos aqui uma diferença entre a cevada e o trigo. O trigo a espiga é maior, muito mais miúda, mais rica em propriedades, tem muito mais grãos; e ao ter estas propriedades tão ricas nelas, se integra em muitos alimentos, é de usos múltiplos ainda mais que a cevada quando utilizamos esta planta com o trigo, ou o grão integro como quando sai da planta.
Assim como a cevada é menor, mais miúda, ou seja, com poucos grãos na espiga, assim é a alma que chega ao Eterno nos seus primeiros esforços, em seus primeiros passos na fé em Deus. Assim a Páscoa também foi o início da caminhada dos nossos antepassados ao saírem do Egito por mão divina. E depois de passarem 49 dias caminhando neste trajeto de crescimento espiritual, diante de tudo que viveram, até chegar o dia de Pentecostes que é o número 50, onde o Eterno lhes deu trigo, espiga maior e com mais grãos, com mais propriedades e uma infinidade de usos. Lhes deu Sua Lei de Governo Universal, aquela pela qual Seus filhos devem reger-se até hoje e enquanto dure este mundo, e pela eternidade. É um conhecimento mais amplo, que leva o indivíduo que a recebe a uma maturidade espiritual em todos os aspectos, físico, mental e espiritual. O crescimento em Deus é harmônico, é uniforme, completo. Todos os que aceitaram este belo presente, este dia de Pentecostes, em fé e confiança em Deus, seu Criador, Sustentador e Redentor, aceitaram sem murmuração Sua Lei de Governo Universal, e estes foram os que entraram na terra prometida; aquela terra terrenal, terra que fluía leite e mel.
Logo vemos outro evento em outro tempo no Novo Testamento, onde Cristo Jesus depois de Sua morte pelo pecador, para dar-nos o privilégio de ser salvo, se aceitamos pela fé Seu sacrifício e Sua Lei de Governo Universal, disse aos Seus discípulos que ficassem, logo após a Sua partida, apartados no aposento alto, à parte dos outros que se preparavam para o dia cerimonial de Pentecostes, mas que não viviam, por rebeldia ou ignorância, em Sua Lei de Governo, e não reconheciam Seu sacrifício de Salvação. Ali, a eles se somaram outros, e ali, obedecendo ao mandato de seu Salvador e Redentor, ficaram esperando a promessa que lhes foi dita de que outro Consolador viria a eles em lugar do primeiro Consolador que ascendeu aos céus, ou seja, Jesus Cristo.
Ali em unidade, pedindo perdão uns aos outros, confessando seus pecados ante o Eterno; em entrega total a Deus no dia assinalado, enquanto em Jerusalém havia chegado gente de muitos lugares, de línguas diversas e povos, o outro Consolador prometido chegou e os investiu com Seu poder. O Espírito Santo habitou neles, e então os impulsionou a saírem junto ao povo; lhes deu dons de diferentes idiomas, de diferentes línguas, para que todos pudessem entender a mensagem que saía por suas bocas, que transmitia com poder e veracidade o que o Espírito Santo colocava em suas mentes e coração. Este fogo os impulsionava contra toda adversidade e não pode ser detido pelo clero, nem por nenhuma potestade maligna.
Assim, da mesma forma, recordamos e comemoramos no dia de Pentecostes ou Festa das Semanas estes atos, para que tenhamos em mente que o que foi assim será. E enquanto hoje permanecemos nas arcas por mandato Divino, fazendo e seguindo Seu plano para cada um de nós, Ele nos manda ficar no aposento alto, com as mesmas atitudes que Seus discípulos no passado, para que assim, no Seu tempo assinalado, o outro Consolador, que o Pai nos enviou por rogo e petições de Seu Filho Jesus Cristo, que desde então está no meio de nós, já não esteja mais entre nós, mas sim em nós. Que nos invista, nos possua, nos encha com Seu Santo Espírito, e então possamos sair por Seu mandato e ordem para dar o clamor final a um mundo envolto na escuridão, que ficará perplexo, atônito, ante a luz que brilhará em todo canto do globo terrestre. E assim esta luz, sem detenção humana ou demoníaca, chegará a muitos que nunca estiveram diante da verdade pura, que brilha em todo o seu esplendor, e eles decidirão se aceitarão ou não; e assim a última colheita será feita, o trigo para o celeiro do Eterno; as uvas para o lagar de fogo.
Isto é o que comemoramos, celebramos e guardamos no dia de Pentecostes, uma pausa de toda atividade secular para agradecer profundamente à Divindade celestial tão precioso dom, de por diante do mortal as Palavras escritas de Sua Lei de Governo Universal e o presente do Espírito Santo em nosso meio; e em breve, em breve e permanente, dentro de nós, ficando assim selados para sempre por Ele, para ser assim porta-vozes de Suas Palavras de vida e verdade, justiça e amor em um mundo imerso no caos e desespero; para que assim, sendo nós já resgatados da morte eterna, possamos ajudar a resgatar também a outros, e assim todos juntos, selados nEle, passemos a desfrutar a cidadania celestial por toda a eternidade, onde a morte, a maldade e tudo o que o maligno introduziu neste mundo e em nós, já não existirá mais, pois ficaremos já para sempre livres da pandemia infernal do pecado, e nunca mais seremos infestados por ela.
Louvemos, glorifiquemos, exaltemos o Nome sobre todo nome, o nome de Jesus Cristo! Porque em Seu amor nos comprou com Seu precioso sangue e nos redimiu para Seu Reino por toda a eternidade.
Louvemos, glorifiquemos e exaltemos ao Pai por dar-nos o Seu Filho Unigênito, para assim podermos hoje desfrutar da esperança de Salvação.
Louvemos, glorifiquemos e exaltemos ao segundo Consolador, o Espírito Santo, porque Ele apela fielmente às nossas vidas, à nossas mentes e nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e com gemidos inexprimíveis nos mostra o caminho que Jesus Cristo traçou para nossa salvação, e nos ajuda a transformar nossos corações de pedra em corações de carne.
Louvemos, glorifiquemos e exaltemos a Divindade, porque Eles permitiram o ministério dos santos anjos entre nós como testemunhas, protetores e ajudadores em cada dia da existência de nossas vidas neste mundo. Louvemos a Divindade para sempre, porque nos permitiu, a cada um desta verdade presente, conhecer a Sua Lei, preceitos e ordenanças; trouxe Suas festas e pactos para cada um que os aceitou, pois Ele faz aliança com Seu povo e o prepara para o desenlace final da história deste mundo em breve. Devemos tudo a Divindade, o bom que há em nós; e o que é mau devemos entregar, para que passemos de vil metal que retine à pedras preciosas em Suas mãos.
Que em Jesus Cristo, é meu rogo e oração, passemos um dia feliz e comemorativo de Pentecostes em companhia da Divindade e Seus anjos ministradores, recordando todas essas coisas preciosas que o Eterno fez e segue fazendo por cada um de nós.
Bênçãos para todos em Jesus Cristo! Maranata!

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