- Kendra
- 19 de mar. de 2023
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Mês 12 no Tempo do ETERNO; mês 3, dia 19 de 2023.
O Eterno me levou a Eclesiastes 2. Ali Salomão estava refletindo profundamente sobre sua vida presente e futura, e lembrando do passado com grande aflição, que o levou a dar-se conta dos tempos bons que passara com Deus, de prosperidade, e os tempos escuros de sua vida em sua desenfreada vaidade. Certamente, a sabedoria do Eterno está longe dos néscios, e não podem fazer outra coisa, quem não a possui, de ser uns mais que ocupam espaço neste mundo. Lutando para ter o que se deseja ou crê que tem que ter, certamente, vemos ali o seu lamento, tanto ao ponto da insensatez ao declarar que tudo é vaidade de espírito, como no caso da preocupação sobre: Quem o sucederá ou herdará tudo o que era seu? E possivelmente, segundo ele, não aprecie depois de tanto ele trabalhar com suas próprias mãos. Quando realmente trabalhamos para o Eterno; isso não é um problema, pois se somos fiéis, Deus se encarregará de que chegue um bom sucessor, seja com relação aos bens materiais ou espirituais. Nas espirituais, temos o exemplo de Moisés, seu sucessor foi Josué; no material, temos o exemplo de Abraão, Isaac como seu sucessor. Agora, se vivemos na vaidade de espírito, isso mesmo colheremos.
Enquanto Salomão seguiu a Deus, a sabedoria do Eterno descansou sobre ele. Seu reino se alargou como nenhum outro, e ainda que em seus dias havia paz referente a guerras com inimigos. Salomão não se deu conta de que seu inimigo real estava se introduzindo, e seu coração pouco a pouco, foi invadido por isso até se corromper, levando-o assim a depravar toda a sua vida e provar toda coisa perversa e imoral do seu tempo; e lodo lamacento quando se está nele, o espírito adoece, se desmoraliza, se deprava, se deprime e não há nenhum consolo mortal. Somente Deus pode regenerar as ditas coisas, se O permitirmos.
Ver o bem de nosso trabalho, cada dia em agradecimento ao Eterno por nos dar a oportunidade de fazê-lo, em cânticos de louvores, é o que realmente faz o mortal feliz, pois para isso fomos criados, criação adorando ao Criador em cada passo e evento de nossas vidas. Deus dá sabedoria aquele que O agrada, paciência, ciência e presciência, segundo seu grau de comunhão com Ele. E isso faz o ser humano se sentir pleno em todos os âmbitos de seu caminhar e interiormente, e ali reina a alegria plena do Eterno. Mas o néscio, que acredita ser sábio em sua opinião, onde deixa as instruções do Eterno de lado e quer por si mesmo resolver sua vida, só lhe chega árduo trabalho com o mínimo de fruto, ou trabalhar como uma máquina sem descanso, amontoando, sem saber que é para outro, para aquele que realmente serve a Deus, e Deus, aquele que O agrada, lhe concede e tira e subtrai do soberbo.
Cada flor no jardim é nosso Deus dando demonstrações de Seu grande amor por nós. Cada árvore que nos refresca sob seus ramos, aí está a misericórdia do Eterno por todas as Suas criaturas. Cada semente plantada que cresce e nos alimenta, aí estão Suas máquinas vivas, Seus ministros silenciosos, que não falam, não caminham, mas são fielmente dedicadas ao trabalho para o qual foram feitos; sem egoísmo, dão frutos que eles mesmos não podem provar. São a pura abnegação do Eterno em ação constante por Suas criaturas.
Como, pois o néscio quer que lhe corra bem longe da presença Divina? Como ser feliz longe de Quem nos dá a vida? Como ter a paz real interna e plena estando longe do originador e doador dela? A loucura humana é assim, mas cada um deve decidir em qual caminho tomar.
As plantas, sem se queixar ou murmurar, fazem seu trabalho diligente, são agradecidas com o sol, a chuva e a boa terra que o Criador lhes dá. E o humano, Sua criação humana, também que ajuda para que esta terra esteja boa e próxima a elas, aproveitam tudo em seu entorno para sua subsistência e dar o melhor delas. Mas, como tudo neste mundo imperfeito, há plantas, em raros casos, astutas, crescem, engordam, comendo todo nutriente em seu passo e não querem entregar seus frutos em seu tempo; a estes, o bom agricultor que conhece o seu pomar como a palma da sua mão, porque o vigia, estuda de manhã e de tarde, o vê e lhe diz: “Estás cômoda com tudo ao teu alcance, e nesta comodidade não vês a necessidade de dar, em vez disso só quer que te deem, então te ensinarei que isso não é assim.” Então esse lavrador, esse agricultor, busca um prego de ferro grande ou uma haste, e com seu martelo atravessa o tronco dessa árvore de lado a lado com cuidado, mas com consistência precisa. Assim a árvore começa a derramar sua seiva e se sente ferida, crê que está sob ameaça de morte e começa a dar o melhor de si. Assim, o bom agricultor obriga em seu pomar a árvore frutífera preguiçosa a entregar seus frutos quando é chegado seu tempo de maturidade.
Assim também o Eterno faz conosco. Nos tira do conforto, da comodidade mortal, para nos transformar de inúteis a úteis, em Sua grande sabedoria. Por isso a raiva, as iras, as contendas, os pleitos, as amarguras, o descontentamento, não devem existir. Só devemos saber e pensar que o Eterno viu Sua vinha e a conhece, e vai traspassar com um ferro em Sua infinita misericórdia aqueles que em Sua vinha não entregam seus frutos em seu tempo. Ele é o Bom Semeador, e nada escapa de Seu olho. Todos os que vivemos nEle, ao seguir as Suas pegadas, é necessário isso em cada um de nós, para que possamos continuar o caminho atrás dEle. Analisemos isso com grande atenção e aprendamos do Eterno cada dia em Sua natureza, este vasto livro de aprendizagem está aberto para todos aqueles que O buscam.
Aquele que desperdiça o tempo de preparação hoje, não o terá amanhã. Por isso, aproximem-se de Deus em humilhação e rogo, pedindo Sua eterna sabedoria, e assim termos todo o necessário para ser vencedores nEle. Por que, se há tanto em que se ocupar nesse tempo, existem em nós ciúmes e contendas? É porque Cristo Jesus não nasceu realmente em nossas vidas e isso, a essa altura, é sumamente perigoso. Lutemos para logo poder dizer: “Aí vem o príncipe deste mundo, e não tem poder sobre mim.” Jesus disse: “Neste mundo tereis aflições, mas confiem, porque Eu venci o mundo.” Cuidemos de que o fermento não inunde nosso ser, e não é o fermento comestível, mas o do pecado, pois este é o que acarreta a morte eterna. Como, pois, quereis falar a outros de uma transformação interior, se vosso coração está cheio do fermento do pecado impresso em vossos membros?
Salomão foi grande em riqueza material, mas sendo o homem mais sábio do mundo, não pôde distinguir a seu pior inimigo quando este invadiu sua vida interior até os últimos instantes de sua vida, quando o desespero e a grande amargura invadiram o seu ser. Muitos podem ter riquezas, posses, gente que trabalhe para eles, boa e abundante comida, boa roupa, facilidade de transportes etc. Mas será que essa é a real felicidade?
Hoje estamos no deserto, como o povo de Israel ao sair do Egito, e assim como no passado, os que murmuram e se queixam, os rebeldes inconformados, ficarão no caminho. Mas aqueles que seguem dia após dia confiando em Cristo Jesus serão os que herdarão a terra prometida, ou seja: a Canaã Celestial.
A comodidade é só uma armadilha do maligno para que entremos em inanição. Esta nos adormece até que o veneno mortal, entrando em nossas veias, nos incapacita de nos mover e nos leva ao descanso da morte eterna. Se temos problemas em nosso caminhar diário, em lutas e labores, vamos bem; mas se não, vamos mal.
Que cada um examine a sua vida em Cristo Jesus, pois a meta está muito perto e a sacudidura que começou aumentará e só e unicamente venceremos sob um “Assim diz o Senhor” na vida de cada um de nós. É meu rogo e oração que assim seja. Que o Senhor nos abençoe.

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